Publicidade

UE. VW Group e Mercedes dizem que fim da combustão até 2035 é realista

Texto: Francisco Cruz
Data: 16 de Junho, 2022

Afinal e apesar das reticências já manifestadas pela ACEA, as metas ambicionadas pela União Europeia (UE), em termos de extinção dos motores de combustão, são exequíveis. Garantem-no os construtores automóveis Volkswagen Group (VW) e Mercedes.

Depois da associação de construtores automóveis europeus (ACEA) ter manifestado a sua preocupação com a intenção (reafirmada) da Comissão Europeia (CE) de acabar com a venda de veículos novos com motores de combustão, no espaço europeu, até 2035, eis que, dois dos maiores construtores automóveis alemães, europeus, e mundiais, como são o Volkswagen Group e a Mercedes, assumem uma posição bem mais receptiva que a associação a que pertencem, ao garantirem que, a meta fixada por Bruxelas, é alcançável.

Numa altura em que a proposta da Comissão Europeia acaba de passar no Parlamento Europeu e falta apenas a concordância dos estados-membro da União Europeia (UE), os dois fabricantes, sediados num dos dois países – Alemanha e França – que já qualificaram as metas   da CE excessivamente ambiciosas, mostram, assim, concordar com as mesmas. Com o Volkswagen Group a garantir, inclusivamente, em declarações à Automotive News Europe, que o plano de descarbonizarão da União Europeia é ambicioso mas alcançável”, até porque a transição para a Mobilidade Elétrica é “irreversível”.

Apesar da oposição do governo alemão e da preocupação da ACEA, tanto o Volkswagen Group, como a Mercedes, apoiam a intenção da Comissão Europeia de acabar com os motores de combustão até 2035
Apesar da oposição do governo alemão e da preocupação da ACEA, tanto o grupo VW, como a Mercedes, apoiam a intenção da UE de acabar com os motores de combustão até 2035

A mesma posição foi, de resto, assumida em Estugarda, a cidade onde o construtor automóvel Mercedes tem a sua sede, com este a garantir, inclusivamente, que poderá alcançar as metas propostas, ainda antes da data estipulada.

 “Quando chegarmos a 2030, nós estaremos prontos para passar a ser uma marca exclusivamente elétrica, independentemente das condições do mercado”, afirmou, em declarações à agência noticiosa DPA, o director Relações Externas da Mercedes, Eckart von Klaeden. Acrescentando que, “a decisão acaba por colocar o ónus nas mãos dos políticos, os quais vão ter de garantir a infraestrutura necessária para garantir a viabilização da medida”.

LEIA TAMBÉM
Fabricantes automóveis continuam a falhar as emissões da União Europeia

De resto, importa também recordar que a Volkswagen e a Mercedes não são os únicos construtores automóveis a apoiar, de uma forma generalista, o fim da combustão na Europa, até 2035. Nessa posição estão, igualmente, construtores como a Ford, Stellantis e Jaguar.