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Preços e versões. Volkswagen T-Roc renova-se com orgulho português

Texto: Francisco Cruz
Data: 10 de Abril, 2022

Especialmente depois de um ano de 2021 em que foi o modelo da marca mais vendido em Portugal, a Volkswagen acaba de apresentar o restyling do T-Roc, crossover fabricado na Autoeuropa, com um certo orgulho português. Sentimento expresso não apenas nos novos elementos que exibe, mas, principalmente, numa nova série especial de lançamento, denominada ‘T-Roc@pt’. A partir de amanhã, dia 7 de abril, nos concessionários.

Atualmente o modelo que a Autoeuropa mais produz, resultado também do facto de propostas como o monovolume Sharan estarem perto do seu final de vida, o Volkswagen T-Roc tem vindo, claramente, a assumir-se como o modelo mais português da alemã Volkswagen.

De resto e produzido exclusivamente em Portugal, o mais de um milhão de unidades já produzidas do T-Roc representam já qualquer coisa como quase um terço dos 3.344.865 veículos saídos até esta manhã de quarta-feira, dia 6 de abril de 2022, da linha de montagem daquela que é a única fábrica da Volkswagen em Portugal. E isto, mesmo com as dificuldades recentes, resultantes, principalmente, da guerra na Ucrânia, país de onde provêm algumas cablagens utilizadas neste e noutros modelos e que, segundo nos foi transmitido, tem vindo a causar mais incómodos e atrasos na entrega de viaturas, do que propriamente a tão ou mais propalada escassez de chips no mercado internacional…

O director geral da AutoEuropa, Thomas Hegel Gunther, anfitrião da apresentação do novo Volkswagen T-Roc
O director geral da AutoEuropa, Thomas Hegel Gunther, anfitrião da apresentação do restyling do Volkswagen T-Roc

A justificar esta situação e conforme também conseguimos apurar, a excelente aceitação do T-Roc, não só entre nós, mas também em mercados como a Alemanha, França e Itália. O que faz com que a casa-mãe considere o modelo fundamental na estratégia comercial e tudo esteja a fazer para que os semicondutores não sejam um problema na produção deste crossover.

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Por outro lado e especialmente depois de um ano de 2021 em que o T-Roc conseguiu ser o modelo Volkswagen mais vendido em Portugal, é agora a filial nacional que, aproveitando a mais recente renovação do crossover apresentado em 2017, decidiu enaltecer o orgulho português que este modelo também representa. Nomeadamente, através de uma série muito especial, de nome T-Roc@pt, da qual fazem parte aqueles que têm sido os equipamentos mais requisitados pelos clientes nacionais!

Mas, vamos por partes. Mais concretamente, começando por aquela que poderá ser descrita como uma atualização suave, com o T-Roc renovado a manter intocada a base técnica e relegando as novidades para a estética e equipamento. A começar pelo exterior, onde a frente ganha novos faróis dianteiros em LED de série, novas luzes diurnas também em LED e com assinatura própria, uma grelha do radiador com novo design que, nas versões mais equipadas, passa a ostentar, igualmente, uma faixa de luz LED Matrix, e novos pára-choques. Específicos, no caso da versão de topo R-Line.

O restyling do Volkswagen T-Roc centra-se na estética e nos equipamentos... também com um gostinho português
O restyling do Volkswagen T-Roc centra-se na estética e nos equipamentos… também com um gostinho português

Sem alterações nas laterais face ao modelo pré-restyling, a não ser a presença de jantes redesenhadas com dimensões que podem ir até às 19″ (opcionais), o novo T-Roc ganha ainda novos faróis traseiros em LED, com indicadores dinâmicos de direcção, além da possibilidade de adopção de uma de quatro novas cores exteriores, passíveis de serem conjugadas com três cores de tejadilho, assim como com um pacote de design denominado Black Package. Que, como o próprio nome deixa antever, aposta no preto para dotar o crossover alemão de um aspecto mais racing.

Entrados no habitáculo, uma perceptível tentativa de elevação da qualidade geral, a começar pelo revestimento superior do tablier e interior das portas, a partir de agora num material mais mole de nome ‘Slush’ e com design em pespontos, um novo volante (igual ao do Golf), o já conhecido Digital Cockpit que passa a ser de série em todas as versões, e um sistema de infotainment com ecrã táctil de até 9,2″, nova moldura, e destacado do tablier. Mas, também, sem sistema de navegação, porque, defendem os responsáveis nacionais da Volkswagen, trata-se de algo que os condutores portugueses pouco utilizam, preferindo recorrer às aplicações que possuem nos smartphones… Será?

Novidade é, ainda, o ar condicionado automático ‘Climatronic’ de duas vias com função Touch – definitivamente, a Volkswagen quer mesmo acabar com os botões físicos… a par das entradas USB! -, assim como os bancos dianteiros ErgoActive de 14 vias que, nas versões mais equipadas, surgem revestidos a couro.

Com quatro versões… e uma série especialíssima

De resto e em termos de estrutura de gama, uma disposição em ‘Y’, com a oferta a começar numa versão base de nome ‘T-Roc’, que, até por ser excessivamente básica (não tem, sequer, jantes em liga leve, mas em ferro…), não será disponibilizada para já. Cedendo o seu lugar de versão de entrada ao nível de equipamento ‘Life’, que, entre os principais predicados, conta com jantes em liga leve de 16″, barras de tejadilho em preto, retrovisores exteriores rebatíveis eletricamente, volante multifunções em couro, ar condicionado ‘Climatronic’, rádio ‘Ready 2 Discover’ com oito colunas e a Wireless App Connect.

O renovado interior do Volkswagen T-Roc, neste caso, na versão R-Line
O renovado interior do Volkswagen T-Roc, neste caso, na versão R-Line

Como versões mais equipadas, ambas no mesmo patamar, mas com posicionamento distinto, o ‘Style’ e o ‘R-Line’, sendo que o primeiro destaca-se por contar com câmara traseira, jantes em liga leve ‘Johannesburg’ pretas de 17″, barras de tejadilho cromadas, faróis dianteiros LED Performance, Light Assist, Luz Ambiente e a versão Pro do Digital Cockpit. Ao passo que, o ‘R-Line‘, opta por jantes em liga leve ‘Valência’ também de 17″, pacote R-Line exterior e interior, forro do tejadilho em preto, pedais em alumínio e bancos dianteiros desportivos.

Finalmente a procurar enaltecer o tal orgulho de ser made in Portugal, uma versão especial de lançamento, intitulada T-Roc@pt e que, partindo da versão intermédia Life, acresce os vidros traseiros escurecidos, as jantes em liga leve ‘Johannesburg’ de 17″, assim como um emblema específico, no pilar traseiro. Sendo que, a mais portuguesa das versões, só estará disponível com as motorizações a gasolina 1.0 TSI de 110 cv e 1.5 TSI de 150 cv, com caixa DSG.

E por falar de motores…

E já que falamos de motores, a decisão assumida por parte dos responsáveis da Volkswagen Portugal de propor este renovado T-Roc apenas com motores de combustão, a gasolina e Diesel. Isto por, segundo explicou a directora da marca para o nosso País, Marília Machado dos Santos, continuarem a ser as motorizações mais procuradas pelos clientes, não justificando a introdução de motores híbridos ou elétricos.

O Volkswagen T-Roc renovado mantém inalterados os motores, prescindido de soluções híbridas ou até mesmo elétricas
Mesmo após este restyling, o Volkswagen T-Roc mantém inalterados os motores, prescindido de soluções híbridas ou até mesmo elétricas

Assim, uma oferta que, a exemplo do que já acontecia, começa no 1.0 TSI de 110 cv, com preços de entrada de 28.863€ (versão Life), 29.865€ (T-Roc@pt) e 31.091€ (Style), seguindo-se o 1.5 TSI de 150 cv, que, com caixa manual de seis velocidades, surge disponível apenas com o nível de equipamento Life, por 32.453€. Já quando acoplado à conhecida transmissão DSG, uma oferta bem mais extensa, com preços a partir de 34.148€ (Life), 35.027€ (T-Roc@pt), 36.244€ (Style) e R-Line  (37.692€).

Já a gasóleo, uma só opção, o conhecido quatro cilindros 2.0 TDI, nas variantes de 115 cv com caixa manual de seis velocidades e de 150 cv com caixa DSG, sendo que, no primeiro caso, os preços iniciam-se nos 34.817€ (Life), 37.391€ (Style) e 40.684€ (R-Line), enquanto, no caso da variante mais potente e com caixa automática, uma só hipótese, com nível de equipamento R-Line, a partir de 43.662€.

Procurando fazer uma comparação com a oferta pré-restyling, a Volkswagen Portugal dá como exemplo o T-Roc 1.0 TSI 110 cv Style, que tinha um PVP de 28.829€, e que, na nova gama agora apresentada, corresponde ao 1.0 TSI 110 cv Life, com o preço de 28.863€. Embora e neste caso, incluindo já equipamentos como os faróis dianteiros em LED, o Digital Cockpit, Park Assist, retrovisores rebatíveis eletricamente e tablier em Slush, cujo valor somado atinge os 2.000€!

Com ambições aumentadas

A terminar, referir, igualmente, o facto da Volkswagen Portugal acreditar que este novo T-Roc tem argumentos, como é o caso do comprimento que chega aos 4236 mm ou dos 445 litros de capacidade de bagageira, que lhe permitem posicionar-se e ombrear com rivais do segmento acima, como o Peugeot 3008 ou o Nissan Qashqai.

O Volkswagen T-Roc@pt mantém o comportamento estável e seguro já conhecido da versão pré-restyling
O Volkswagen T-Roc@pt mantém o comportamento estável e seguro já conhecido da versão pré-restyling

Também a ajudar a esta crença, o facto do crossover alemão made in Portugal contar com reforços extra que estes rivais não possuem, nomeadamente, uma versão realmente desportiva – T-Roc ‘R’, também ele atualizado com este restyling, equipado com um 2.0 TSI 300cv DSG, e um PVP de 56.527€ -, além de uma variante que, simplesmente, já mais ninguém tem – o T-Roc Cabriolet, disponível apenas com a motorização 1.5 TSI de 150 cv, sendo que, a opção pela caixa manual de seis velocidades, resume a escolha ao nível de equipamento Style (38.700€), ao passo que, com a caixa DSG, já é possível optar entre o mesmo Style (41.090€) e o R-Line (46.374€).

Quanto à condução e até por não apresentar qualquer alteração na base rolante ou motores, a constatação, neste primeiro contacto ao volante, realizado ao longo de um percurso com pouco mais de 50 quilómetros, de sensações muito idênticas às já conhecidas das versões pré-restyling. A começar num comportamento seguro, estável e confiável, mesmo com uma direcção que merecia maior feedback, a partir de uma posição de condução que, sem deixar de ser correcta e com bons apoios (banco, volante, apoio de pé esquerdo…), também continua a pedir melhor visibilidade traseira.

Nos consumos e tendo nós saído para a estrada com a nova versão T-Roc@pt, impulsionada pelo já bem mais conhecido 1.0 TSI de 110 cv, com caixa manual de seis velocidades, uma média final de 7,6 l/100 km, ao longo de um trajecto feito a uma velocidade média de 51 km/h. Ainda que por estradas nacionais e secundárias, em redor da sinuosa Arrábida…