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Elétricos são o futuro. Audi reavalia gama com TT e R8 em risco

Texto: Redação
Data: 4 de Agosto, 2020

Nomeado em Abril último, o novo Chairman da Audi, Markus Duesmann, decidiu promover uma reanálise daquilo que é, hoje em dia, a oferta da marca dos quatro anéis, com o objectivo de levar ainda mais fundo a estratégia de redução de custos, denominada Audi Transformation Plan, iniciada pelo seu antecessor. E que, com Duesmann, poderá mesmo acabar com os desportivos tradicionais, como o R8 e TT.

A notícia é avançada pela britânica Autocar, salientando que o processo começou ainda com o anterior Chairman, Bram Schot, principal responsável pela implementação do chamado Audi Transformation Plan. O qual, apurou a publicação, visa “garantir uma mais eficaz racionalização das operações, além de uma maior economia”.

De resto e na sequência deste plano, o novo Chairman, Markus Duesmann, terá levantado a questão da viabilidade de vários modelos mais tradicionais, na oferta da marca, como é o caso dos desportivos TT e R8. Modelos que, segundo revelou uma fonte próxima do novo homem-forte da marca, só terão, hoje em dia, sentido, numa vertente exclusivamente elétrica.

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“Propostas como o TT ou o R8 já foram alvo de revisão, no passado, à luz de uma mais abrangente estratégia de corte de custos. Contudo e neste momento, voltam a estar sob uma análise ainda mais intensa”, terá afirmado, à Autocar, esta fonte.

Sob análise profunda está, também, a estratégia relacionada com as plataformas para motores de combustão, já que, embora a Audi beneficie da plataforma MQB da Volkswagen, nos seus modelos mais pequenos, não deixa de arcar com a totalidade dos custos do desenvolvimento da plataforma para veículos maiores, MLB. A qual serve de base a modelos como o A4, A6, A8, Q5, Q7 e Q8.

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Aliás, uma solução, para reduzir custos, neste domínio, poderá ser a intenção, já assumida pela Audi, de “partilha de um número cada vez maior de componentes”, entre a MLB e a plataforma desenvolvida pela Porsche, MSB. E que, hoje em dia, é utilizada, tanto no Porsche Panamera, como no Bentley Continental GT.

De resto e a justificar esta estratégia, surge o facto de Audi e Porsche possuírem já uma história conjunta de desenvolvimento, por exemplo, de motores, como é o caso do V6 a gasolina utilizado por ambas as marcas. Ou, mais recentemente, no desenvolvimento da plataforma PPE (Porsche Premium Platform), a qual será estreada pela futura versão elétrica do Porsche Macan e, só depois, pelo futuro Audi Q5 100% elétrico.

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15 mil milhões de poupança… a pensar em Elétricos

Lançado em 2018, por Bram Schot, o Audi Transformation Plan terá já, segundo a Audi, ajudado a poupar 4,4 mil milhões de euros em custos, sendo que, o objectivo final, aponta aos 15 mil milhões de euros, até 2022. Destes, 12 mil milhões tem já destino definido: investir no desenvolvimentos de Veículos Elétricos.

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De resto e ainda antes da chegada de Duesmann, a Audi tinha fixado como meta “o lançamento de aproximadamente 30 novos modelos eletrificados, até 2025″. Sendo que, destes, 20 deveriam ser 100% elétricos, enquanto os restantes 10, serão híbridos plug-in.

Ao todo, a Audi prevê investir cerca de 37 mil milhões de euros em Pesquisa e Desenvolvimento, além de em fábricas e equipamento, tudo até 2025.