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Nissan Juke. Oferta reforçada com motorização híbrida

Texto: Carlos Moura
Data: 4 de Março, 2022

O Nissan Juke vai receber uma motorização híbrida para aumentar o prazer de condução e diminuir o consumo de combustível. Além do sistema híbrido, esta versão do crossover compacto contará com uma caixa de velocidades inteligente e o sistema e-Pedal, estreado no elétrico LEAF.

O Nissan Juke vai receber uma nova motorização híbrida que permitirá aumentar a potência em 25% face à opção atual do motor a gasolina e reduzir o consumo de combustível até 40% em ciclo urbano ou até 20% em utilização combinada.

A nova motorização híbrida do crossover da Nissan conta com contributos de engenharia da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi. Assim, o motor de combustão interna foi desenvolvido especificamente pela Nissan para trabalhar numa aplicação de motorização híbrida, debitando uma potência de 94 cv (69 kW) e um binário de 148 Nm. 

O motor elétrico principal que desenvolve 49 cv (36 kW) e 205 Nm também é de responsabilidade da Nissan, enquanto a Renault fornece a unidade de arranque / gerador de alta tensão de 15 kW, o inversor e a bateria arrefecida a água de 1,2 kWh, assim como a inovadora caixa de velocidades.

Segundo a Nissan, o Juke Hybrid irá oferecer sempre um arranque em modo elétrico, uma condução agradável em todas as circunstâncias e uma excelente eficiência de combustível, graças à caixa de velocidades multimodal inteligente, à travagem regenerativa e eficiente e à bateria de elevado desempenho.

Caixa de velocidades inteligente 

A otimização do sistema híbrido é assegurado pela caixa de velocidades multimodal avançada de baixa fricção que proporciona o melhor aproveitamento da potência, seja elétrica, do motor a gasolina ou de ambas. 

Para diminuir o atrito, esta transmissão usa garras em vez dos anéis sincronizadores convencionais para deslocar as quatro engrenagens “ICE” e as duas engrenagens “VE”. Além disso, para reduzir o atrito, a caixa de velocidades não utiliza embraiagem. Todos os arranques do automóvel são 100% elétricos, e os dois motores VE são usados em conjunto para sincronizar as engrenagens, proporcionando uma aceleração suave, conectada e rápida a responder. 

A caixa de velocidades é controlada por um algoritmo avançado, gerindo os pontos de mudança, a regeneração da bateria, bem como a arquitetura avançada em série- paralelo. 

A motorização pode navegar perfeitamente através de diferentes tipos de hibridização possíveis (série, paralelo, série-paralelo) de acordo com os requisitos de aceleração e potência e sem qualquer ação do condutor. Como resultado, este desfrutará de uma aceleração responsiva, bem como de baixas emissões eficientes, o melhor de dois mundos. 

Também com e-Pedal

O Nissan Juke Hybrid não só arranca em modo elétrico, como pode atingir velocidades até 55 km/h neste modo. A marca adianta que nos testes realizados os seus engenheiros alcançaram até 80% em modo elétrico em modo elétrico em utilização urbana, com fases híbridas curtas para recarregar a bateria antes de regressarem ao modo elétrico.

O sistema irá maximizar automaticamente o modo elétrico, mas o Juke Hybrid também dispõe de um interruptor de modo VE que pode ser usado para quando o condutor não quiser o motor a combustão a funcionar, como em áreas residenciais, perto de hospitais, em parques de estacionamento ou em filas de trânsito. 

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O Juke Hybrid conta igualmente com um eficiente sistema de travagem regenerativa, funcionando o motor elétrico como gerador durante as desacelerações, recuperando a energia cinética para que possa ser depois utilizada na propulsão híbrida.

A nova versão híbrida do crossover compacto da Nissan também estará equipado com o sistema e-Pedal, estreado no elétrico, LEAF, que, quando ativado permite que o progresso do automóvel seja controlado apenas através do pedal do acelerador. Quando o pé é levantado do acelerador, é aplicada uma travagem moderada que irá desacelerar o Juke até uma velocidade aproximada de 5 km/h. 

Alterações de pormenor

A imagem exterior do Juke Hybrid apresenta poucas alterações relativamente às outras versões. A principal distinção consiste nos logótipos “híbridos” foram aplicados nas portas da frente e na tampa da mala. A grelha dianteira ostenta o novo logótipo da marca Nissan e também possui uma faixa preta brilhante na sua linha de junção com o capot, colocando- o em linha com outros modelos eletrificados da Nissan que partilham este mesmo motivo de estilo. 

O interior também recebe algumas atualizações, destacando-se o mostrador direito do painel de instrumentos com a indicação da velocidade, enquanto o esquerdo é um medidor de potência, com a agulha a mover-se entre a “carga”, quando a regeneração de energia está a ocorrer, “eco” quando a propulsão é elétrica e “potência” quando o motor de combustão interna e o motor elétrico se combinam. Na parte inferior deste mostrador, há um medidor do estado de carga da bateria. 

Entre os dois mostradores encontra-se um ecrã combinado de sete polegadas que exibe uma representação visual do fluxo de potência refletindo todos os diferentes fluxos de energia numa animação simples e clara, maximizando a compreensão do condutor do funcionamento do sistema. 

O botão para o e-Pedal está localizado na consola central, atrás do botão do travão de estacionamento elétrico, enquanto o botão para ativar o modo EV de 100 por cento está entre duas das aberturas centrais de ventilação. Quando o modo e-Pedal e EV são ativados, os respetivos avisos visuais aparecem na parte inferior do ecrã do painel. 

A introdução da bateria de 1,2 kWh teve como consequência uma diminuição de 68 litros no volume da bagageira, para 354 litros. 

Com os bancos traseiros rebatidos, o espaço da mala é de 1237 litros, enquanto o espaço para os joelhos dos ocupantes do banco traseiro permanece inalterado em 553 mm.