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Sem V8 e com 4 cilindros. Mercedes antevê o futuro AMG C63 PHEV de 680 cv

Texto: Francisco Cruz
Data: 30 de Maio, 2022

A Mercedes-AMG acaba de desvendar muito daquilo que será a próxima geração do C63, ainda que e para já, apenas como concept. Mas, ainda assim, a desvendar aquela que será a maior novidade no carro de produção: a transição histórica do habitual V8 para um quatro cilindros híbrido plug-in (PHEV)… com cerca de 680 cv de potência!

Com promessa de apresentação dentro de alguns meses, a próxima geração Mercedes-AMG C63 protagonizará, assim, uma autêntica revolução, ao perder quatro cilindros, mas, ainda assim, a ganhar cerca de 200 cv de potência, face à geração atual.

Anunciado, para já ainda na forma de concept, durante as últimas 24 Horas de Nürburgring, o C63 recorre a uma versão eletrificada do novo motor M139 Turbo de 2,0 litros. O qual, segundo avança a  britânica Autocar, consegue anunciar, ainda antes de qualquer apoio elétrico, uma potência máxima de 422 cv e um binário de 500 Nm.

A arquitectura híbrida plug-in com base no quatro cilindros M139 turbocomprimido
A arquitectura híbrida plug-in (PHEV) com base no quatro cilindros M139 turbocomprimido, que no Mercedes-AMG C63 promete 680 cv de potência

Aliás e fruto destas capacidades, este mesmo motor deverá servir, igualmente e embora numa versão não tão “apurada”, o próximo AMG C43, o qual abandonará, assim, o 3,0 litros Turbo que enverga atualmente.

Já no caso do C63, o M139 não apenas se tornará, quase garantidamente, o mais potente quatro cilindros de produção em série da atualidade, como ainda ganhará mais potência, com a integração de um motor elétrico a prometer mais 204 cv, direccionados exclusivamente para o eixo traseiro. Configuração que a Mercedes designa de ‘P1’ e que, mais importante do que o nome, faz com que a berlina consiga anunciar uma potência combinada de 679 cv, ou seja, mais 169 cv do que o BMW M3, considerado o rival mais directo.

Com motor de arranque (também) elétrico

De resto e a par dos quase 700 cv de potência, o futuro C63 também promete um binário máximo na ordem dos 750 Nm, ou seja, mais 50 Nm que o atual C63 S 4MATIC, refere a Autocar. Que diz ainda que o modelo adoptará igualmente um motor de arranque elétrico baseado num sistema de 48V, semelhante ao já utilizado pelo seis cilindros em linha M256 de 3,0 litros com turbocompressor, que impulsiona não apenas o CLS 53 4MATIC+, como outros modelos AMG mais recentes.

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No CLS 53 4MATIC+, esta solução assegura mais 22 cv de potência e 249 Nm de binário, algo que, no caso do futuro C63, deverá ser melhorado; em particular, no que à potência diz respeito.

Referir, ainda, que, este novo sistema de propulsão híbrido EQ a aplicar no C63, deverá funcionar em combinação com a transmissão MCT Speedshift de nove velocidades, equipada com um conversor de binário.

Ganhos também no peso

Também segundo a publicação britânica, uma das vantagens deste novo sistema de propulsão eletrificado com carregamento externo reside na redução de peso, sobre o eixo dianteiro. Com o próprio bloco M139 a pesar apenas 160,5 kg, ou seja, menos 48,5 kg que o V8 M177 utilizado no atual C63 4MATIC.

Aqui ainda vestido com as vestes daquilo que poderia ser o AMG GT73e 4MATIC de quatro portas, o sistema de propulsão híbrida de carregamento externo tem vindo a ser trabalhado pela Mercedes há já alguns anos
Aqui ainda vestido com as vestes daquilo que poderia ser o AMG GT73e 4MATIC de quatro portas, o sistema de propulsão híbrida de carregamento externo tem vindo a ser trabalhado pela Mercedes há já alguns anos

Assim e mesmo com o acréscimo de uma arquitectura elétrica, o peso total do novo sistema de propulsão será sempre inferior ao anunciado pelo bloco de oito cilindros em V. Além de estar concentrado num patamar mais baixo e próximo do solo, o que certamente melhorará a agilidade e estabilidade.

Finalmente, o futuro Mercedes-AMG C63 PHEV com perto de 680 cv deverá beneficiar ainda de um novo sistema de quatro rodas motrizes, capaz de garantir uma distribuição totalmente variável da potência, entre as rodas da frente e as de trás, o que permitirá, por exemplo, que o modelo possa assumir a configuração de um verdadeiro tracção traseira, quando nalguns modos de condução. Solução técnica que, diga-se, a Mercedes pretende disponibilizar em todos os seus modelos da próxima geração, também como forma de responder ao aumento da procura pela tracção integral.