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80% das empresas disponilibiza benefício automóvel

Texto: David Espanca
Data: 13 de Julho, 2020

O estudo agora lançado pela Mercer, “Car Benefit Policies 2020”, conclui que 80% das empresas disponibilizam benefício automóvel. O critério mais frequente para a sua elegibilidade é o nível da função, apontado por 95% das inquiridas.

Em Portugal, mais de 80% das empresas disponibilizam benefício automóvel, sendo que 87% destas empresas recorre a um sistema de “leasing” para a sua frota automóvel. O critério mais frequente para a elegibilidade para benefício automóvel é o nível da função, apontado por 95% das empresas.

Estas são as conclusões do estudo “Car Benefit Policies 2020” da consultora Mercer, que revela o facto de 88% dos colaboradores terem acesso a este benefício, neste caso diretores. Logo a seguir vêm os executivos, com 84%; gestores ou chefias intermédias, com 86%; e elementos da equipa comercial, com 60%.

Relativamente aos critérios considerados para a elegibilidade deste benefício, o nível da função é o fator mais apontado pelas empresas (95%), logo seguido pela necessidade da função (72%), em particular se se trata de uma função que requer deslocações frequentes (por exemplo, de carácter comercial).

BMW e Mercedes no topo das preferências

De acordo com a Mercer, no que diz respeito às políticas de benefícios automóvel, foi possível concluir que as principais marcas/modelos de automóveis atribuídas aos diretores de empresa são a BMW (série 5 e X5) e Mercedes (Class CLA).

Já aos executivos são concedidas viaturas Audi (A4), BMW (série 3 e 5) e Volkswagen Passat, enquanto aos gestores ou chefias intermédias as marcas mais frequentemente atribuídas são BMW (série 3), ou Volkswagen Golf.

Apenas 38% das empresas admite ter intenção de adquirir carros híbridos ou elétricos para a sua frota

Aos restantes profissionais não comerciais poderá ser concedido um Renault (Clio ou Megane); e aos comerciais, as marcas/modelos mais frequentemente atribuídos incluem o Ford Focus, Opel Astra, Renault Clio ou Volkswagen (Golf).

A política automóvel é, para a maioria das empresas, definida a nível local (43%), no entanto, para 29% das empresas este benefício é definido a nível global. A política automóvel é, na grande maioria das vezes (37%), revista “quando necessário”, sendo que no inquérito apenas 18% das organizações afirma rever esta política anualmente e 33% entre 2 a 3 anos.

Elétricos apenas em 38% das empresas

Sob a adoção de políticas “verdes”, mais de metade das empresas participantes neste estudo (64%) admite não atribuir subsídios para a utilização de transportes públicos. Por seu turno, 51% refere não promover ativamente a adoção de outros tipos de transporte, como bicicletas ou o “car sharing”.

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Apenas 38% das organizações admite ter intenção de adquirir carros híbridos ou elétricos para a sua frota e 36% planeia ajustar a sua política automóvel, limitando as opções de automóveis de acordo com um limite nas emissões de CO2 . Adicionalmente, a maioria das empresas (63%), afirma não ter carregadores para viaturas elétricas nas suas instalações.

Segundo Marta Dias, “survey leader” na Mercer Portugal, “a pandemia não impactou ainda a política automóvel das organizações”. Em Portugal, prossegue, “o automóvel é um benefício muito tradicional e valorizado pelos colaboradores, mas acreditamos que os tempos de mudança poderão ditar algumas alterações nos próximos anos, principalmente na adoção de alternativas mais sustentáveis”.