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Mercedes GLC 220 d 4Matic. Hibridização Diesel 

Texto: Marco António / Fotografia: Pedro Lopes
Data: 16 de Novembro, 2022

A Mercedes continua a acreditar que o Diesel é uma solução ainda válida, não só do ponto de vista ambiental numa fase de transição, como económica, graças a custos de utilização baixos. Mas será que a realidade o confirma?…

O GLC é o SUV mais vendido da Mercedes, por isso faz sentido o investimento que a marca fez nesta segunda geração de um modelo que pouco ou nada tem a ver com a geração anterior.

Para além do aspeto mais eficiente do ponto de vista aerodinâmico a nova geração oferece mais equipamento e um conjunto de motorizações com graus diferentes de eletrificação, desde híbridos ligeiros como é o caso desta versão 220d 4Matic de 197 cv até aos híbridos plug-in, como o futuro GLC 300 de. Argumentos que vão ajudar o novo SUV da Mercedes a enfrentar uma concorrência cada vez maior.

Com formas mais arredondadas, o novo Mercedes-Benz GLC ganha também um coeficiente de aerodinâmica melhorado
Com formas mais arredondadas, o novo Mercedes-Benz GLC ganha também um coeficiente de aerodinâmica melhorado

A forma mais arredondada da carroçaria evidencia uma aerodinâmica mais apurada com o Cx a passar dos anteriores 0,31 para 0,29, um valor inferior a algumas berlinas o que compensa a superior superfície frontal. Mesmo a assim o fator de resistência (resultado do produto do Cx pelo pela superfície frontal é de apenas 0,75 metros quadrados contra os 0,79 metros quadrados da geração anterior).

Exteriormente o novo GLC cresceu 58 milímetros em largura, 15 milímetros na distância entre eixos e desceu 4 milímetros na altura ao solo. Medidas que resultam numa habitabilidade superior e numa mala com capacidade de 600 litros (mais 50 litros que a anterior geração) que podem ser ampliados até aos 1640 litros, bastando para isso pressionar os botões colocados nas paredes laterais da mala.

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O espaço para além de ser muito grande é plano, o que facilita imenso a arrumação de objetos longos e volumosos. Também o acesso melhorou quer ao habitáculo cujas portas têm um ângulo de abertura maior, quer à bagageira cujo portão tem abertura/fecho elétrico, nomeadamente com o pé o que dá sempre jeito quando chegamos ao carro com as mãos ocupadas.

Bem construído, a qualidade está bem evidente no rigor das folgas que unem os vários painéis da carroçaria e que a versão ensaiada apresentava um aspeto robusto graças a algumas opções importantes como os estribos laterais (um acessório que limita o comportamento fora de estrada) ou as jantes de 20 polegadas em vez das jantes de 18 polegadas que compõem o equipamento de série.

Fora de estrada o GLC conta, entretanto com ajudas importantes como o sistema 4Matic que em estrada também valoriza a tração e a segurança.

Menu off-road para os aventureiros

No interior o menu “off-road” fornece dados específicos e úteis para uma condução fora de estrada como é o caso da monitorização do terreno à frente do capot. Esta função que a Mercedes chama de capot transparente, funciona até aos 8 km/h.

De série é também a ajuda de descida também conhecida por DSR (Downhill Speed Regulation). Já o head up display que projeta uma imagem a cores que flutua três metros à frente do carro é um sistema opcional, mas igualmente útil ao permitir maior concentração na condução.

Conheça os interiores abaixo

Uma condução que beneficia também da concentração de toda a informação e dos vários comandos em dois painéis digitais. O volante reúne alguns comandos táteis que facilitam o acesso às funções mais utilizadas ao mesmo tempo que o comando de voz integrado no sistema MBUX torna a condução ainda mais agradável e segura. A questão é saber se o condutor comum tira partido de tantas tecnologias!

Nesta fase a única versão que está em comercialização é o 220d o que mostra a aposta que a Mercedes ainda faz no Diesel se bem que tenha já anunciado uma das propostas mais ambiciosas de substituição dos “velhos” motores de combustão por uma mobilidade 100 por cento elétrico.

De realçar que os futuros híbridos plug in têm uma autonomia elétrica até 120 km graças à utilização de uma bateria de 31,2 kWh!

Sistema híbrido simples

Neste caso o sistema híbrido é muito ligeiro e não tem qualquer autonomia elétrica. O sistema funciona com uma rede de 48 Volts e conta com um pequeno motor elétrico de 23 cv e 200 Nm destinado a apoiar o motor de combustão em momentos pontuais. Ele não tem capacidade para mover o GLC mas permite que situações muito especiais desligar o motor de combustão quando não estamos a pressionar o acelerador.

Esta ajuda resulta numa redução significativa do consumo, especialmente na cidade onde os regimes transitórios são mais frequentes com a vantagem de diminuir as emissões de CO2. Se o motor 2.0 litros Diesel sem ajuda elétrica já é bastante económico, com esta a ajuda elétrica ele consegue resultados ainda melhores que os motores a gasolina com o mesmo tipo de ajuda.

Para isso conta com a ajuda de vários modos de condução para adaptar alguns parâmetros do veículo ao gosto e à necessidade do condutor, como a sensibilidade de resposta do motor ao acelerarmos, a assistência da direção ou o funcionamento da genial caixa automática de 9 velocidades e também da climatização.

Esta modelação altera consideravelmente o comportamento do GLC que por ser mais baixo que o seu antecessor tem um comportamento dinâmico muito parecido com uma berlina de iguais caraterísticas (leia-se potência e binário) o que não acontecia com a anterior geração que nas curvas era mais instável.

A tração 4Matic é também um fator que valoriza consideravelmente a confiança na condução especialmente fora de estrada e quando se tem um comportamento mais atrevido.

Baixos custos de utilização

Não admira que nessa altura assistamos a um aumento do consumo, ainda que raramente ultrapasse a meta dos 7,5 l/100 km. Tirando essas situações pontuais os custos de utilização são muito baixos. A pequena ajuda elétrica para isso contribui sem que tal sistema inflacione muito o preço.

Veja os pormenores abaixo

Este situa-se em linha com os seus adversários mais diretos e contempla um conjunto vasto de equipamento que na versão ensaiada tem imensas opções dai que o preço inicial tivesse crescido até quase aos 100 mil euros.

Ele é classe 1 nas portagens, uma prerrogativa que muitos SUV mais pequenos não desfrutam pelo “sacrilégio” de terem mais de um metro e dez de altura ao eixo da frente. Ainda que esta versão não possa gozar dos mesmos benefícios fiscais que as versões plug-in ela não deixa de oferecer indicadores económicos interessantes em termos de valor de retoma tendo em conta o histórico da marca nesta matéria.

Mercedes GLC 220d 4Matic

Preço 73 350 € (97 917 € versão ensaiada)

Motor Diesel 4 cil. em linha 1992 cc + elétrico (23 cv)
Potência 197 cv (145 KW) às 3600 rpm
Binário Max.440 Nm às 1800 – 2800 rpm
Peso 2000 kg
Transmissão Dianteira, Auto 9 vel.
Comp/Larg./Alt. 4,71/1,89/1,64 metros
Dist. entre eixos 2,88 metros
Bagageira 600 – 1640 litros
Acel.0-100 km/h 8,7 seg. (8 seg*)
Vel. Max. 219 km/h
Consumo (WLTP) 6,2 l/100 (5,2 l*)
Emissões de CO2 (WLTP) 136 g/km

* Medições TURBO

GOSTÁMOS

– Qualidade
– Consumos
– Insonorização

NÃO-GOSTÁMOS

– Comando da transmissão
– Conforto em mau piso
– Ausência de pneu suplente