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Palavra de construtor! Este é que é mesmo o último Chiron

Texto: Francisco Cruz
Data: 31 de Maio, 2024

Afinal, parece que é desta: a produção do Bugatti Chiron chegou mesmo ao fim, cerca de um mês antes da apresentação do seu sucessor. Despedida feita com ‘L’Ultime’, edição especial limitada a uma só unidade e, ao que tudo indica, com dono já definido…

Depois de oito anos de produção e com um sucessor já no horizonte, o hiperdesportivo de luxo Chiron encaminha-se para uma reforma dourada no museu da Bugatti, acompanhado do não menos famoso motor W16. Este último, também já com sucessor anunciado.

Entretanto e chegado que é o momento da despedida, a marca de Molsheim assinala a ocasião com aquela que será – agora é que é! – a última edição especial, baseada numa das versões mais potentes e emblemáticas, o Super Sport. É à qual foi dado o nome de ‘L’Ultime’, versão de um só carro!

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Sobre esta 500.ª e última unidade do hiperdesportivo que recebeu o nome do piloto monegasco Louis Chiron, e que, ao longo de quase uma década, foi sendo montado artesanalmente nas instalações da marca em Molsheim, França, vale a pena começar por dizer que ostenta uma pintura inspirada no modelo original exibido, pela primeira vez, no Salão Automóvel de Genebra de 2016. A qual, começando no French Racing Blue, vai adoptando nova coloração até terminar no Atlantic Blue. 

A complementar esta escolha, nomes escritos à mão de eventos e locais que desempenharam um papel importante naquele que foi o percurso deste automóvel: Ehra-Lessien, o circuito onde a versão Super Sport atingiu os 489,24 km/h; Paul Ricard, traçado onde foi testado; Genebra, cidade onde foi apresentado ao público; e Chantilly, onde foi várias vezes exposto.

Além destes, a Bugatti inscreveu, ainda, Château Saint Jean e Cabo Canaveral, dois locais onde um grupo de clientes criteriosamente escolhido pôde desfrutar da velocidade máxima oferecida pelo Chiron.

Também como forma de deixar perfeitamente clara a importância deste ‘L’Ultime’, a inscrição, também manualmente, do número 500, não apenas na parte inferior da asa traseira, nas tampas das jantes e à frente das rodas dianteiras, como também e aqui gravado na tampa do motor do W16 8.0 quadriturbo. 

Finalmente, nos retrovisores exteriores, a presença da bandeira francesa, numa alusão ao local de nascimento do modelo.

A caminho das Américas?…

Quanto ao destino deste one-off que assinala, de forma oficial, o fim do modelo, a Bugatti nada diz, ainda que alguns sinais, como é o caso das luzes de presença laranja nas laterais dos pára-choques, apontem no sentido de poder estar já reservado para um abastado cliente norte-americano. 

Ainda assim, vale a pena recordar que a era Chiron não termina, verdadeiramente, com este ‘L’Ultime’, já que a Bugatti continua a produzir duas outras variantes do modelo: o roadster Mistral, num total de 99 unidades, e a versão de utilização exclusiva em pista, Bolide, do qual existirão apenas 40 veículos. 

Produções, de resto, já totalmente vendidas, mas que a marca francesa ainda continua a entregar aos futuros proprietários…