Mobieco

Publicidade

Estivemos lá. Novo Volkswagen ID.3 já está em Portugal com preços e versões

Texto: Francisco Cruz
Data: 10 de Setembro, 2023

Depois de ter inaugurado, em 2019, a nova família elétrica ID de Wolfsburgo, o Volkswagen ID.3 chega agora a Portugal, naquela que é a sua última evolução. Um novo passo centrado no design, na qualidade perceptível e no reforço das tecnologias, assim como numa mais picante versão GTX. Mas só para 2024.

Lançado no mercado numa altura particularmente difícil, em que não só os veículos elétricos valiam cerca de 5% da totalidade do mercado nacional de veículos ligeiros de passageiros, como o próprio País estava prestes a afundar-se, a exemplo do resto do mundo, numa pandemia global como foi a COVID-19, a verdade  é que não foram fáceis, os anos de afirmação daquele que seria o modelo de estreia da nova família de elétricos da Volkswagen.

Embora não sendo uma nova geração, o ID.3 que agora chega a Portugal apresenta evoluções importantes
Embora não sendo uma nova geração, o ID.3 que agora chega a Portugal apresenta evoluções importantes

Conforme recordava, já esta quinta-feira, na apresentação nacional do novo ID.3, o atual director de Marketing da marca alemã em Portugal, Filipe Moreira, o pouco sucesso que o modelo registou, durante esses anos, acabaram encontrando explicação, precisamente, nesses tempos difíceis. E que, diga-se, ainda não passaram, embora, nos dias que correm, culpa de uma concorrência cada vez maior e que, inclusivamente, levou já a um reposicionamento do modelo alemão.

LEIA TAMBÉM
Volkswagen ID.3. Segunda geração evolui no software, design e ecologia

Ainda assim, é a própria directora-geral da Volkswagen Portugal, Marília Machado Santos, quem assume que, também com o apoio deste novo ID.3, as expectativas são de que, as vendas de elétricos da marca, que atualmente valem cerca de 20%, num mercado a crescer 18%, possam manter essa tendência até ao final do ano (25%, contra 21%). Ainda que suportadas, na sua grande maioria, pelas empresas, as quais, acredita a gestora, deverão continuar a assegurar 90% das vendas de veículos elétricos.

Menos fofinho, mais maduro e robusto

Quanto ao ID.3, a confiança dos responsáveis da Volkswagen Portugal resulta, desde logo, de uma renovação que, segundo também afirma o fabricante, levou em linha de conta sugestões e desejos dos clientes. Os quais terão apontado aspectos como a qualidade, design e a operabilidade, os domínios em que elétrico alemão poderia melhorar.

A todos estes pedidos, a Volkswagen acabou respondendo com um ID.3 de imagem exterior “já não tão fofinha”, como também qualificou, na sua intervenção, Filipe Moreira, mas já mais madura e robusta, a procurar melhorar não só aerodinâmica, através de novas soluções como os renovados pára-choques, com entradas de ar optimizadas, mas também a qualidade perceptível, com o desaparecimento da barra em plástico junto ao pára-brisas e colocação de um novo capot, mais longo e uniforme. E a que se junta ainda novas ópticas, interligadas pelo “tradicional” filete de luz, e a proporcionar uma assinatura luminosa reformulada.

O novo ID.3 procura dispensar os plásticos assumidos, ao mesmo tempo que reforça as soluções aerodinâmicas
O novo ID.3 procura dispensar os plásticos assumidos, ao mesmo tempo que reforça as soluções aerodinâmicas

Igualmente novo, é o facto de, nas laterais, já não constar a designação da versão, mas surgir agora um friso metalizado a delimitar a parte superior das janelas, enquanto, na traseira, os farolins apresentam não só novo design, como já têm iluminação própria nos segmentos que estão na tampa da mala. Solução que acaba marcando também a diferença, numa carroçaria que ganha mais três novas cores: Verde Olive, Azul Costa… e Preto.

Interior com mais alterações

Ainda assim e apesar de todas estas novas soluções, é no habitáculo que o ID.3 regista maior evolução, desde logo, por dispensar grande parte dos muito criticados plásticos, substituindo-os, tanto no tablier, como nas portas, por revestimentos de melhor qualidade, de origem sustentável, e toque muito mais agradável.

Aliás, este esforço faz-se notar, também, no volante, que abandona o couro para adoptar um revestimento igualmente agradável ao toque, em pele sintética, feita com 70% de materiais plásticos reciclados. E a que se juntam novos bancos, igualmente confortáveis, a procurarem facilitar também o acesso a um novo ecrã central táctil do sistema de infotainment, cujo tamanho passa das 10 para 12″. Além de passar a exibir o mais recente software à disposição na marca.

O sistema de infotainment passa a exibir um ecrã central de dimensões maiores
O sistema de infotainment passa a exibir um ecrã central de dimensões maiores

Como equipamento de série, num modelo que está desde já disponível com dois níveis de equipamento – PRO e PRO S -, a garantia, desde a versão de entrada, de soluções como os faróis dianteiros em LED, jantes em liga leve de 18″, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, cruise control adaptativo, ar condicionado automático, luz ambiente 10 cores, Light Assist, Voice Control, Lane Assist, Keyless Go, o já referido sistema de infotainment de 12 polegadas e a app Connect via Wireless. Com a versão PRO S a acrescer a esta lista os estofos em artVelours, ajustamento elétricos nos bancos dianteiros com sistema de massagem e umas jantes em liga leve 19 polegadas.

Sem alterações na habitabilidade ou no espaço de carga, até porque a base MEB mantém-se intocada, resistem, igualmente, as ‘Functions on Demand’ que já estavam disponíveis neste Volkswagen e que se traduzem na navegação conectada e na possibilidade de aumentar o número de cores da iluminação interior, e que continuam a poder ser adquiridas em qualquer momento da vida do veículo, assim como as atualizações Over-the-Air, o controlo de voz baseado na ‘Cloud’ e a funcionalidade Bi-Charge.

Duas baterias, a mesma potência

Falando de baterias, uma oferta que, em Portugal, é composta por duas opções, com a versão de entrada PRO a anunciar, neste capítulo, uma capacidade de 58 kWh, enquanto a PRO S promete 77 kWh. O que também faz com que, anunciando ambas as versões os mesmos 204 cv de potência, a bateria mais pequena prometa uma autonomia na ordem dos 428 km, enquanto a maior chega aos 559 km.

Disponível com dois níveis de bateria, o renovado Volkswagen ID.3 passa a anunciar uma autonomia máxima de 559 km
Disponível com dois níveis de bateria, o renovado Volkswagen ID.3 passa a anunciar uma autonomia máxima de 559 km

Quanto a carregamentos, o mesmo limite de 11 kW quando utilizada a corrente AC, ao passo que, em corrente DC, a bateria de 58 kWh suporta cargas até 120 kWh e a de 77 kWh aceita até 170 kW. O que faz com que uma promessa de carregamento dos 0 aos 100%, em corrente AC, demore entre 06h15m (bateria de 58 kW) e 07h30m (77 kW), ao passo que, em DC, recuperem dos 5 aos 80% em 00h35m (58 kWh) e 00h30m (77 kWh).

Mas se todos estes valores merecerão, certamente e em breve, uma apreciação mais demorada da nossa parte, nomeadamente, através de um verdadeiro ensaio, o mesmo se poderá dizer da condução, já que, neste primeiro contacto em solo nacional, a possibilidade de podermos guiar o renovado ID.3, resumiu-se a não mais que oito quilómetros! Se calhar, também porque, de novo, em termos de base rolante, esta evolução nada traz…

Mais barato que o antecessor… mas não que o Model 3!      

Quanto a preços e com um leque de concorrentes no qual a própria Volkswagen elege como principal rival o Tesla Model 3, apontando-lhe um preço de referência no mercado nacional abaixo dos 40 mil euros (39.990€), a marca alemã prefere, ainda assim, não entrar na guerra dos euros e posicionar o novo ID.3 ligeiramente acima desse valor. Mais concretamente, nos 42.460€.

O novo ID.3 apresenta um preço de entrada mais baixo que a versão que vem substituir
O novo ID.3 apresenta um preço de entrada mais baixo que a versão que vem substituir

Quanto às restantes versões, o PRO S, com uma bateria maior, já está disponível a partir de 48.415€, enquanto a mais espicaçante versão GTX, cuja chegada a Portugal só deverá acontecer lá para meados de 2024, apenas dispõe, para já de um preço estimado, fixado nos 52.930€.

Ainda sobre o preço de entrada neste novo ID.3, vale a pena recordar que, embora mais alto que o do principal rival, consegue ser mais baixo que o preço pedido pelo modelo comercializado até aqui, ou seja, pré-renovação. Sendo que, o novo, contempla já, não somente um software mais evoluído, como melhores materiais e novos equipamentos…