Sergio Marchionne morreu aos 66 anos


Data: 25 Julho, 2018

As complicações na saúde do antigo CEO da Fiat-Chrysler, que surgiram na sequência de uma intervenção cirúrgica, acabaram por ditar este desfecho.

Aos 66 anos de idade, e poucos dias após ter sido substituído por Mike Manley na liderança da Fiat-Chrysler Automobiles, foi anunciado que o italiano Sergio Marchionne faleceu. A sua saúde tinha-se agravado bastante nos últimos dias, após uma intervenção cirúrgica ao ombro que aconteceu no último fim-de-semana, com o grupo italo-americano a informar logo nessa altura que a sua condição poderia ser irreversível. Agora foi o Presidente da FCA, John Elkann, a confirmar que o famoso diretor-executivo não conseguiu recuperar e faleceu.

Esta foi a úlltima presença pública de Sergio Marchionne, na entrega dos novos Jeep Wrangler à polícia italiana

 

Marchionne será sempre recordado pelo trabalho realizado ao leme do Grupo Fiat e também, a partir de 2009, do Grupo Chrysler. O desempenho à frente das duas empresas, que fundiu para criar o gigante Fiat-Chrysler Automobiles,  ficará para sempre na história do automóvel como uma das mais famosas recuperações financeiras, um milagre que ganhou ainda maior notoriedade após salvar os americanos da bancarrota. Essencial para isso foi a forma como soube extrair todo o potencial da Jeep, especialmente quando o mercado automóvel se virou para os SUV, sendo este o motor da nova estratégia que ele próprio delineou e apresentou no início de junho.

O objetivo deste filho de um carabinieri, que emigrou jovem para o Canadá e foi contabilista antes de entrar para a indústria automóvel, era dar por concluída a sua tarefa à frente da FCA em abril de 2019. Nessa altura estaria finalizado o plano delineado para 2014-18 e já teria arrancado a preparação da nova estratégia onde se destacam, além da Jeep, marcas como a Alfa Romeo e a Maserati, bem como a colocação do consórcio italo-americano na rota da eletrificação. Agora será o seu sucessor, Mike Manley, a liderar esta estratégia.

 

Marchionne será recordado não apenas pelo excelente trabalho de recuperação do grupo FCA mas também por uma personalidade distinta da generalidade dos CEO. Considerado um trabalhador incansável, que se dedicava às suas tarefas até muito tarde e por vezes comunicava com os seus colaboradores a altas horas da madrugada, ele tinha um estilo bastante descontraído, bem demonstrado pelo seu visual em que optava por uma camisola mais ‘casual’ ao invés do fato e gravata. A sua forma de comunicar, por vezes com algumas tiradas insólitas, também vai ficar na memória de muitos. Por tudo isto, e especialmente pela forma como moldou a Fiat-Chrysler para se tornar num gigante mundial, Sergio Marchionne pode ter falecido, mas será para sempre recordado como um dos maiores executivos da era moderna do automóvel.

 

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