Publicidade

Depois da transformação em crossover. DS 3 pondera regresso à fórmula original

Texto: Francisco Cruz
Data: 5 de Agosto, 2022

Depois de ter acabado com o DS 3 original em 2019, para o substituir por uma proposta de posicionamento mais crossover, eis que a DS Automobiles estará agora a ponderar regressar à fórmula original. Mais concretamente, lançando um novo DS 3 de posicionamento mais citadino.

A notícia é avançada pela britânica Autocar, com base em declarações da CEO da DS Automobiles, Béatrice Foucher. A qual, falando sobre a próxima geração do modelo de entrada na marca premium francesa, revelou não estar descartada, depois da transformação num crossover para o segmento B, a possibilidade do modelo voltar à fórmula original.

De resto e ainda sobre esta possibilidade, Foucher garantiu, desde já, que, a acontecer, tal sucederá com o futuro modelo a adoptar a propulsão elétrica, graças também à adopção da nova plataforma STLA Small, atualmente em desenvolvimento no seio da casa-mãe Stellantis.

Hoje em dia transformado em crossover urbano, o atual DS 3 pode regressar, na próxima geração, à fórmula original
Hoje em dia transformado em crossover urbano, o atual DS 3 pode regressar, na próxima geração, à fórmula original

Entretanto e para já, a CEO da DS Automobiles assume que “estamos a trabalhar na renovação do DS 3, sendo que, quando dizemos renovação, não quer dizer que o vamos manter como é hoje”.

LEIA TAMBÉM
Preços e motorizações. DS 3 Crossback ‘Roofs of Paris’ já disponível em Portugal

Na verdade, explica, “o objectivo desta renovação é podermo-nos apresentar perante aqueles que já são os clientes já fidelizados, mas também os novos clientes que queremos captar, com um carro novo. Sendo que a questão é: qual será o melhor produto para o fazer? Por outro lado, também precisamos de capitalizar o que já feito”.

O problema de ser pequeno

Além destes aspectos, Béatrice Foucher também recorda aquilo que muitos responsáveis de marca já têm declarado, que o facto de ser um carro mais pequeno, de entrada de gama, acarreta mais riscos, desde logo, porque os custos de produção por unidade, face à rentabilidade que trazem, são incomparavelmente mais altos. Obrigando, assim, a valores de comercialização  também mais altos que o desejado.

Lançado em 2014, com base no Citroën C3, o DS 3 original tinha um posicionamento de verdadeiro citadino... e, nalgumas versões, até com alguns "pózinhos" de desportivo
Lançado em 2014, com base no Citroën C3, o DS 3 original tinha um posicionamento de verdadeiro citadino… e, nalgumas versões, até com alguns “pózinhos” de desportivo

Por outro lado, optar por um citadino, em detrimento de um crossover, vai contra aquela que é a tendência do mercado, o que também significa mais riscos, sendo que, “quando se olha para o mercado premium, percebemos que é mais difícil vender carros pequenos, do que grandes, desde logo, porque, com estes últimos, o cliente paga muito, mas também recebe um estatuto equivalente ao valor gasto, o que se torna mais difícil com um carro pequeno, mesmo de uma marca premium“.

Contudo, a realidade também mostra que a DS Automobiles tem sido, até hoje, uma marca que mantém carros pequenos, o que faz com que, toda esta problemática, seja “mais  difícil de discutir”. Embora também seja sempre “uma equação difícil ter um carro pequeno”, principalmente, “sendo uma marca premium”.