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Revolucionário. Yamaha apresenta o primeiro motor V8 movido a hidrogénio

Texto: Redação
Data: 19 de Janeiro, 2022

A Yamaha acaba de surpreender, mais uma vez, o mercado automóvel, ao criar o primeiro V8 movido a hidrogénio. A partir do 8 cilindros em V do grupo Toyota, em que cuja criação também participou, a marca japonesa mais conhecida pelas motos quer demonstrar o potencial da combustão interna a hidrogénio.

Mesmo com os motores V8 atmosféricos em vias de extinção, a Yamaha quer dar-lhes uma nova vida, através do uso de hidrogénio como combustível.

Assim e com propósito declarado, a Yamaha recorreu ao V8 5.0 de origem Toyota e com o nome de código 2UR-GSE, utilizado tanto no Lexus RC-F, como no LC 500, para conceber um V8 capaz de funcionar a hidrogénio. Como? Modificando, desde logo, a localização da admissão e do sistema de escape.

O V8 revolucionário apresentado pela Yamaha
O V8 revolucionário apresentado pela Yamaha

Mantendo os mesmos 4.968 cc de cilindrada, assim como a taxa de compressão (12.3 para 1), este novo V8 tem como particularidade o facto de apresentar o sistema de escape logo a partir do V, utilizando, para tal, uma configuração de saída em “funil”, de oito para um. E que garante, desde logo, um som espetacular, algo pelo qual a própria Yamaha já é conhecida.

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Anunciando, originalmente, uma potência máxima de 477 cv às 7.100 rpm e 530 Nm às 4.800 rpm, o V8 a gasolina utilizado no Lexus LC 500 e no RC-F ganha, com este novo sistema de injeção e a adaptação para funcionar a hidrogénio, não apenas potência, como binário. Passando a anunciar 449 cv às 6.800 rpm, a par de um binário máximo fixado nos 540 Nm, às 3.600 rpm.

Assim e graças a esta inovação tecnológica, a Yamaha mostra estar preparada para manter os V8 vivos, resultado da oportunidade que é oferecida pelo hidrogénio como combustível.

A Yamaha partiu de um V8 de origem Toyota para construir o seu novo motor automóvel
A Yamaha partiu de um V8 de origem Toyota para construir o seu novo motor automóvel

Entretanto, tanto a Toyota, como a Lexus, estão já, também, a explorar esta possibilidade, embora e pelo menos nos tempos mais próximos, sem grandes possibilidades de fazerem transitar a tecnologia para o dia-a-dia. Neste caso, devido, em grande parte, à inexistência de uma rede fiável e capaz de abastecimento.