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Fabricantes criticam, ambientalistas criticam… mas o objetivo fica nos 37,5%

Texto: Nuno Fatela
Data: 18 Dezembro, 2018

Enquanto os fabricantes automóveis dizem que as metas são demasiado ambiciosas, os grupos ambientalistas afirmam que se poderia ter ido mais longe, mas o objetivo de redução das emissões até 2030 está colocado nos 37,5%

Foi finalmente estabelecido o valor para a redução das emissões até 2030 por parte da União Europeia, que obriga os fabricantes a reduzir a média de poluição dos seus automóveis em 37,5%, nos ligeiros de passageiros, e 30% nos comerciais. Além disso, foi anunciado um patamar intermédio de 15% de redução até 2025, algo que vai obrigar as marcas a começar a introduzir mais cedo várias tecnologias para diminuir o impacto ambiental dos seus automóveis.

 

Esta meta da redução das emissões até 2030 resulta das demoradas e algo complexas negociações que foram decorrendo ao longo dos últimos anos. Inicialmente, países como a Alemanha pediam que a descida ficasse nos 30% até final da próxima década, mas outras nações como a França e Holanda exigiam mais ambição, pedindo 35%. Posteriormente, os deputados do Parlamento Europeu vieram reforçar o desejo de metas mais exigentes, pedindo que a redução fosse de 40%. No final, esta diferença foi dividida e o objetivo de redução das emissões até 2030 ficou nos 37,5%.

Como acontece habitualmente neste tipo de decisões a longo prazo, nem os fabricantes nem os ambientalistas ficaram contentes. Da parte da indústria existe o medo do impacto desta medida e da obrigatória transição mais veloz para os veículos elétricos, sendo deixado o alerta de que isto pode colocar empregos em risco na Europa. Do lado oposto da barricada, os grupos ambientalistas vinham exigir ainda mais, dizendo que a redução das emissões até 2030 poderia ser maior. No entanto, ressalvam que no final da próxima década os elétricos e carros a hidrogénio podem já representar 1/3 do mercado automóvel. O que significará uma significativa evolução em comparação com os números atuais, em que são apenas 1,5% das vendas.

 

Fonte: Automotive News Europe

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