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Com combustão… eletrificada. Mate Rimac garante que Bugatti continuará única

Texto: Francisco Cruz
Data: 28 de Fevereiro, 2022

Hoje em dia nas mãos de um jovem empreendedor croata que criou a sua própria marca automóvel, a hiper-estatutária Bugatti vive (mais) uma fase decisiva na sua existência. Mas da qual Mate Rimac, o novo homem-forte da marca, mostra não ter medo, garantindo, mesmo, saber bem qual o caminho a seguir!

Fundador e dono da Rimac Automobili, Mate Rimac é, hoje em dia e aos 34 anos de idade, o homem a quem o gigante Volkswagen Group decidiu entregar o futuro daquela que é uma das marcas de desportivos mais exclusivas, luxuosas e estatutárias, do mundo: a Bugatti.

Mantendo, inclusivamente, a liderança da sua Rimac, a verdade é que o empreendedor croata não se mostra minimamente preocupado com o facto de passar a ter nas mãos uma marca automóvel com um tal peso. Pelo contrário e conforme é possível perceber numa entrevista à Automotive News Europe, o também gestor mostra saber muito bem qual o caminho que pretende seguir e que, garante, “nunca será colocar, simplesmente, o logótipo da Bugatti num [Rimac ] Nevera, e já esta!”.

Mate Rimac, de fundador da Rimac Automobili... a senhor da Bugatti
Mate Rimac, de fundador da Rimac Automobili… a senhor da Bugatti

Nesta entrevista, Mate Rimac revela, inclusivamente, que o problema da Bugatti, no seio do grupo Volkswagen, “nunca foi uma questão de rentabilidade. A problema era, “E a seguir?…’. Porque, se olharmos friamente para a gama da Bugatti, tudo tem como base o motor W16, o qual, é preciso não esquecer, já tem quase duas décadas de vida.”

“Na verdade, trata-se de um  motor incrível, que foi capaz de criar o negócio dos hiperdesportivos… Já eu, sou um tipo dos carros elétricos, mas que acredita que a Bugatti deve manter um motor de combustão, ainda por algum tempo”, sentenciou.

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No entanto, desengane-se, igualmente, quem possa pensar que, esse novo motor de combustão, manter-se-á exactamente assim, apenas e só a gasolina. Segundo o novo homem-forte da Bugatti, o novo motor será “altamente eletrificado”, opção que, ainda assim, não desvirtuará aquilo que são os carros da marca de Molsheim, até porque o elemento fulcral está, não no motor, mas na capacidade de personalização. Algo que, assegura Mate Rimac, vai continuar.

O novo CEO da Bugatti cita, como termo de comparação, o Rimac Nevera, em que “tudo foi criado e construído a partir do zero. Não existe uma peça que seja no Nevera, que possa ser encontrada noutro carro”. Sendo que, “faremos o mesmo nos futuros Bugatti, criando produtos realmente excepcionais que não serão comparáveis com qualquer outra coisa no mercado”.