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Citroën C3 ataca segmento B com preço e conforto difíceis de igualar

Texto: Ricardo Machado
Data: 7 de Junho, 2024

A quarta geração do Citroën C3 faz do preço uma bandeira, tanto para a motorização a gasolina como para a elétrica. Porque acessível não tem necessariamente de ser desconfortável, os amortecedores de batentes hidráulicos progressivos fazem parte do equipamento de série.

Em pouco mais de 22 anos, o C3 transformou-se no Citroën mais vendido de sempre. Mais de 5,6 milhões de unidades ultrapassam até o histórico 2 CV.

Frente do Citroën C3

Para se manter na vanguarda do segmento B sem disparar os custos, condição essencial para anunciar um preço base de 14 990 € para a versão gasolina e 23 300 € para o elétrico, a Citroën trabalhou sobre a arquitetura global Smart Car Platform.

Produzido na Europa

Uma plataforma desenvolvida para veículos elétricos, com a possibilidade de utilizar motores de combustão, já em utilização na Índia e américa do sul. Com as devidas adaptações para o mercado europeu, os novos Citroën C3 e ë-C3 são produzidos nas instalações da Stellantis em Trnava, Eslováquia.

Partindo de uma base pequena, para facilitar as manobras em cidade, o Citroën C3 cresceu em altura. Um ganho de 10 cm que permite reorganizar o interior para aumentar o espaço para as pernas na fila traseira.

Não é brilhante, mas, tendo em conta os 4,02 metros de comprimento e 2,54 m de distância entre eixos, senta quatro adultos com conforto. A bateria das versões elétricas eleva o piso, roubando espaço para os pés sob os bancos dianteiros e obrigando a fletir mais os joelhos.

O espaço em altura é sempre generoso e os 310 litros da mala também não sofrem alterações em função da motorização. Já a altura ao solo está mais próxima da imagem SUV na versão a gasolina (197 mm) do que na elétrica (163 mm).

Simples e bem construído

Simples, como se espera de um utilitário que tem o preço um dos argumentos mais fortes, o interior do Citroën C3 não prima pela qualidade de toque dos materiais. No mais simples dos dois níveis de equipamento, You, não há uma superfície macia. Nem apoio de braços dianteiro ou ecrã central.

No seu lugar encontra-se um suporte para o telemóvel. Uma aplicação promete transformar o aparelho no centro de entretenimento do Citroën C3. Não testámos essa função, nem nenhuma das ajudas eletrónicas, inoperacionais nos modelos de pré-série que conduzimos na Áustria.

Para além de acrescentar o apoio de braço dianteiro, macio como a faixa clara que atravessa o tablier, a versão Max inclui bancos mais confortáveis e um ecrã central de 10,25 polegadas.

O painel de instrumentos remete para o Citroën Picasso original. Uma faixa de informação integrada no tablier, logo abaixo do para-brisas. No entanto, ao contrário do monovolume, os dados são apresentados em reflexo, como se de um head-up display se tratasse.

Pensado para a cidade

A direção do Citroën C3 é filtrada, como se espera de um modelo pensado para deslocações urbanas. O asfalto liso das estradas austríacas não representou um desafio para os batentes hidráulicos progressivos dos amortecedores. Vamos ter de esperar por um teste nacional para perceber se o Citroën C3 é tão confortável como pareceu na Áustria.

Sem qualquer sistema híbrido, o motor 1.2 de três cilindros e 100 cv casa perfeitamente com o espírito descontraído do C3. A caixa de seis velocidades é ligeira e bem oleada para facilitar a utilização em cidade.

Interior do Citroën C3

Os clientes das transmissões automáticas vão ter de esperar pelo final do ano e pelo C3 Hybrid. Este utiliza uma caixa de dupla embraiagem, denominada ë-DCS6, associada a um bloco 1.2 com ciclo Miller e um motor elétrico de 29 cv.

Ao contrário da motorização híbrida, cujos consumos ainda não foram divulgados, o Citroën C3 1.2 anuncia consumos de 5,6 l/100 km. Numa volta muito plana e sem cidade ou autoestrada registámos 4,9 l/100 km.

Confortável e poupado

No mesmo percurso, o Citroën ë-C3 com motor de 113 cv marcou uns impressionantes 11,9 kWh/100 km. Em condições mais realistas, a Citroën homologou uma média ponderada de 17,1 kWh/100 km.

À velocidade do nosso teste austríaco, não temos dúvidas que os 44 kWh da bateria cheguem para 326 km. Equipado de série com carregador interno de 7,4 kW, com 11 kW como opção, o Citroën ë-C3 precisa de 5h40 para carregar dos 20 aos 100% na wallbox monofásica da Citroën.

Com o carregador de 11 kW e wallbox trifásica, o tempo desce para 3h50. A possibilidade de receber 100 kW permite repor dos 20 aos 80% em 26 minutos.

Embora já possa ser encontrado nos configuradores da Citroën, o novo C3 e ë-C3 só tem chegada prevista para setembro.