Nissan X-Trail ganha novos motores

Texto: Redação
Data: 18 Julho, 2019

O mercado dos SUV é vital para a Nissan depois de ter sido pioneira em 2007 com o lançamento da primeira geração do Qasqhai, a que se seguiram o Juke e esta geração do X-Trail. O maior SUV do fabricante nipónico recebe agora dois novos motores, o Diesel 1.7 e a gasolina 1.3

Com mais de 68 mil SUV vendidos em 12 anos, e uma concorrência que não para de aumentar, a Nissan reforça a sua gama ao atualizar o X-Trail. E além de novos motores, surgem outras novidades importantes. Numa altura em que o peso do Diesel está a diminuir (em Portugal pela primeira vez as vendas dos motores a gasolina superam o Diesel), as marcas procuram introduzir nas suas gamas opções alternativas. Um exemplo é o motor 1.3 DIG-T de 160 cv, desenvolvido em parceria com a Renault e a Mercedes.

X-Trail a gasolina

O Nissan X-Trail, que em Portugal nunca teve um motor a gasolina, vê a sua oferta alargada. E com vantagens acrescidas, como verificámos numa pequena apresentação que nos levou até às salinas de Rio Maior. A nova transmissão automática DCT, em substituição da antiga CVT (que mais não é do que a caixa de dupla embraiagem de 7 velocidades usada pela Renault – EDC) tem um influência relevante.

Na eficiência energética, muito graças a ativação eletromecânica das engrenagens e à refrigeração elétrica. Nas prestações, devido à mudança imediata de relações de transmissão sem descontinuidades. E na condução fácil, pela ausência do conversor de binário, que gera uma sensação mais direta e divertida. Também representa benefícios no conforto acústico e nos reduzidos custos de utilização, já que os períodos de manutenção desde motor foram alargados até aos 30.000 km. Ou seja, iguala o período proposto para o motor Diesel que trouxemos de volta a Lisboa.

X-Trail Diesel

Com 150 cv, a nova motorização 1.7 dCi igualmente partilhada com a Renault e a Mercedes tem neste caso a possibilidade de estar associada à transmissão manual ou automática. Esta é uma caixa diferente da transmissão usada pelo motor a gasolina. De destacar que os motores homologados segundo a norma WLTP apresentam consumos mais próximos da realidade (8,1 l/100 km para o 1.3 DIG-T e 6,8 l/100 km para o 1.7 dCi Manual 4WD), razão por que as emissões de CO2 são maiores.

Esta dupla oferta que mantém versões 4WD está, no entanto, enquadrada na estratégia da marca no controlo das emissões de CO2 para 2021. Segundo o seu responsável em Portugal, António Melica, a Nissan é a única marca que já consegue cumprir a meta das 98 g/km de CO2. Algo para que contribui decisivamente o Nissan Leaf, que representa 17 por cento das vendas.

Mais seguro

Para completar esta oferta o X-Trail passa também a oferecer a tecnologia ProPilot. Já presente na gama do Qashqai e no Leaf, ela introduz diversos apoios de segurança. Incluem-se no Propilot o assistente de manutenção na faixa de rodagem e o cruise control inteligente, que contribui para manter uma distância constante para o veículo da frente. Este SUV oferece a vantagem adicional de ser Classe 1 nas portagens em todas as versões 4×2. Basta trazer o dispositivo Via Verde.

Com 3 níveis de equipamento (Acenta, N-Connecta e Tekna), o X-Trail chega depois do verão com 5 e 7 lugares. E com a ambição de vender entre 500 e 600 unidades por ano. Note-se que esta previsão surge sem serem conhecidos os preços de toda a gama. Apenas foi confirmado que a versão mais barata será o 1.3 DIG-T, que custará 32 mil euros.

Quanto ao futuro, a Nissan prepara-se para a alargar a eletrificação da sua gama. O que contempla híbridos plug-in e a tecnologia e-Power, uma aplicação do conceito de extensão de autonomia. Neste caso a bateria do veículo elétrico é alimentada por um motor de combustão estacionário, que serve de gerador. Embora com particularidades próprias, a solução é conhecida de outras aplicações como o Opel Ampera ou o BMW i3 REX. 

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