Volvo recontrata Håkan Samuelsson como CEO

Com surpresa, a Volvo Cars anunciou a substituição do atual CEO, Jim Rowan, por Håkan Samuelsson que já tinha desempenhado essas funções na marca nórdica. Fique a conhecer as razões.

A Volvo anunciou a substituição do atual CEO, Jim Rowan, por Håkan Samuelsson, numa decisão inesperada que visa preparar a empresa para os desafios iminentes.

Desde 1 de abril, Samuelsson, que liderou a marca nórdica entre 2012 e 2022, volta a ocupar o cargo de Diretor Executivo, para cumprir um mandato de dois anos.

A sua experiência é vista como crucial para que a Volvo consiga enfrentar com sucesso os desafios que todos os construtores têm pela frente, nomeadamente as rápidas mudanças tecnológicas, os desafios geopolíticos (tarifas) e a crescente concorrência no setor automóvel.

Durante a sua liderança anterior, o agora diretor executivo foi fundamental na revitalização da marca, alcançando máximos históricos de vendas e lucros.

Foi sob a batuta de Samuelsson que a marca abandonou os motores a gasóleo, quando estes representavam a maioria das suas vendas. Além disto, também foi sob a sua liderança que a Volvo abriu uma fábrica nos Estados Unidos da América e passou a ser cotada em bolsa, em 2021.

Já Jim Rowan, que deixou a administração da marca sueca a 31 de março, foi o responsável por acelerar a transição digital da empresa e por liderar a aposta na digitalização e a conectividade dos Volvo. Prioridade que será mantida, mas com foco na sustentabilidade financeira.

Tarifas entre os problemas da Volvo

A mudança de liderança ocorre numa altura em que a empresa nórdica está a cortar custos, e tenta proteger-se das tensões comerciais e da baixa procura por veículos 100% elétricos.

A Volvo é um dos vários fabricantes de automóveis europeus afetados pelas taxas adicionais de 25% impostas pelo Presidente dos EUA, Donald Trump. Apesar de ter uma unidade fabril na Carolina do Sul, a marca nórdica ainda exporta parte dos seus veículos da Europa e da China para os EUA.

A juntar a isto, estão as taxas mais elevadas da União Europeia sobre os veículos elétricos construídos na China, como é o caso do EX30. Esse foi, aliás, o motivo que levou a empresa a passar a produção do SUV elétrico para a Bélgica, a partir deste ano.

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