Volkswagen processa concessionário por causa de más vendas

A filial norte-americana da Volkswagen processou um retalhista pelo seu fraco desempenho de vendas durante 14 anos. Agora quer tentar pôr um termo ao acordo de franchise.

A Prestige Imports, um concessionário da Volkswagen em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América (EUA), está a ser processada pela Volkswagen of America (VWoA) pelo seu fraco desempenho de vendas.

De acordo com a queixa da filial norte-americana da Volkswagen, a Prestige já custou 1500 vendas de veículos novos ao fabricante alemão desde 2011, e pouco fez para dar a volta à situação. Agora, pretende rescindir o contrato de franquia com a retalhista, algo que caberá ao tribunal decidir.

O que está em causa?

A VWoA contactou pela primeira vez a Prestige Imports em 2010, devido às suas vendas fracas, tendo depois enviado um “Aviso de Incumprimento” oficial, datado de 15 de agosto de 2011.

De seguida, foi estabelecido um prazo, até 28 de fevereiro de 2012, para a retalhista melhorar as suas vendas, que acabou por ser prolongado até 31 de dezembro de 2013.

A Prestige Imports não conseguiu melhorar a sua situação. Porém, a fabricante de automóveis continuou a trabalhar com a concessionária durante os anos seguintes.

Em meados de 2023, a VWoA, não satisfeita com os “resultados inaceitáveis” da Prestige, voltou a enviar um novo aviso e a estabelecer um novo prazo de "cura", que também voltou a ser prolongado para setembro do ano seguinte.

Contudo, de acordo com o processo, a retalhista “continuou a ignorar muitas das sugestões de melhoria e ofertas de assistência da VWoA”. E, alegadamente, a Prestige não declarou quaisquer gastos em publicidade de novos veículos da Volkswagen em 2024.

“O fraco desempenho de vendas de longa data da Prestige não só constitui uma violação material das suas obrigações contratuais fundamentais, como também constitui uma clara “justa causa” para a rescisão de contrato, ao abrigo do estatuto aplicável de Nova Iorque, que rege a rescisão da franquia de concessionária de veículos automóveis”, afirmou a VWoA, na sua queixa.