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Volkswagen “aperta o cinto” aos seus gestores

Texto: Nuno Fatela
Data: 11 de Fevereiro, 2017

O objetivo é ter um teto salarial de “apenas” 10 milhões de euros.

A Volkswagen está a preparar-se para “apertar o cinto” e colocar um patamar máximo para o salário dos seus dirigentes de topo, que deve ficar situado nos 10 milhões de euros para o CEO e colocado em valores inferiores para os restantes gestores. A ideia passa por ter um salário fixo mais elevado e depois diminuir os valores variáveis pagos por objetivos, com os bónus indexados consoante os dividendos pagos aos acionistas e à cotação da empresa em bolsa. Além disso, está previsto que sejam feitos pagamentos em ações, que não podem ser imediatamente vendidas.

A discussão desta questão está marcada para uma reunião que vai decorrer no dia 24 de fevereiro, e surge após as críticas à política de pagamentos seguida pela líder do mercado automóvel europeu. O caso está relacionado com os montantes que recebeu o antecessor de Matthias Muller como CEO do Grupo Volkswagen, já que Martin Winterkorn foi em 2014 o responsável máximo de uma empresa alemã com o salário mais alto, recebendo cerca de 16 milhões de euros. Em 2015, e mesmo tendo em conta a surgimento do Dieselgate que levou a uma forte desvalorização das acções do consórcio germânico em Bolsa, foram ainda pagos ao gestor perto de 7,3 milhões de euros. A ideia passa também por evitar a repetição de casos como o do anterior CCO (Chief Compliance Officer), responsável pelo cumprimento das normas legais, que após pouco mais de um ano no Grupo Volkswagen recebeu uma compensação de 12 milhões de euros no momento em que abandonou a empresa.