As células utilizadas nas baterias dos veículos elétricos (BEV) podem assumir diferentes formatos, sendo os mais comuns o cilíndrico e o prismático. A escolha entre estas arquiteturas não é meramente estética, envolve compromissos técnicos, industriais e de desempenho que influenciam diretamente a eficiência, a segurança e o custo do sistema de armazenamento de energia.
As células cilíndricas são compostas por elétrodos enrolados em espiral dentro de um invólucro metálico tubular. Este formato é altamente padronizado e beneficia de décadas de experiência acumulada na indústria eletrónica, o que permite processos de produção automatizados, consistência elevada entre unidades e custos relativamente baixos.
A robustez mecânica é outro ponto forte, já que estas células suportam bem vibrações e impactos, características relevantes em certas aplicações como é o caso do automóvel elétrico. Além disso, a geometria cilíndrica favorece a dissipação térmica, reduzindo a formação de pontos quentes e simplificando o sistema de arrefecimento.
