Range Rover SDV8 Vogue

Texto: Marco António / Fotografia: José Bispo
Data: 20 Agosto, 2017

Conotado com a realeza, este Range SDV8 é o rei dos SUVs. O motor 4.4 V8 Diesel com 340 CV e uma dinâmica reconhecida dentro e fora de estrada confirmam tudo aquilo que esperávamos

Embora não seja esta a versão diesel mais vendida, é com certeza a mais cobiçada e invejada pelos concorrentes. Não por ter o diesel mais potente, pois esse trunfo pertence ao novo Audi SQ7 com 435 CV, mas por ser o mais aventureiro quando temos a coragem de o desafiar para os caminhos mais difíceis, pois não há nada que ele não seja capaz de fazer. É mesmo impressionante a sua capacidade de ultrapassar os obstáculos mais difíceis, uma qua
lidade que é fruto da larga experiência da marca britânica na conceção e construção de carros de todo o terreno. Não é por acaso que ela é cobiçada por todos os construtores que usam os seus ensinamentos para construirem as várias gamas de SUVs, um fenómeno quase viral.

 

O PAR IDEAL

Embora não sejamos dos que dizem que só os motores de 8 cilindros é que são bons, a verdade é que este SDV8 é o par ideal para este Range Rover, que pesa quase duas toneladas e meia. A solução biturbo e um binário de 700 Nm garantem uma resposta suave e pronta mal pisamos o acelerador para vencer um obstáculo ou quando viajamos usufruindo de todo o conforto dado por uma suspensão pneumática que mais parece um tapete voador. A direção tem o peso certo e as jantes de 21” (opção) acabam por dar aquele toque ainda mais suave e pertinente nas deslocações diárias. Basta aumentar a pressão no acelerador para perceber que o ritmo cresce exponencialmente e com uma sonoridade que não parece de um diesel. Na verdade, o motor V8 emite um roncar que mais parece de um motor a gasolina, inclusive ao ralenti onde, naturalmente, o diesel é mais estridente. Claro que esta sensação deve-se também a outros fatores como uma qualidade de construção que coloca uma ênfase muito grande na boa insonorização do habitáculo, onde não faltam requintes como vidros duplos de série.

 

FÁCIL DE CONDUZIR

Mas o que mais espanta no comportamento deste SUV com quase cinco metros é a sensação de estarmos a conduzir um veículo muito mais pequeno. Uma vantagem ainda mais notada na abordagem às curvas, onde o sistema Terrain Response, a vetorização de binário e uma direção com uma sensibilidade e um grau de comunicação muito grandes tornam a utilização do Range Rover SDV8 uma boa experiência. Esta pode ser ainda melhor com as barras estabilizadoras ativas, uma vez que estas contrariam bastante o rolamento da carroçaria e a resultante transferência de peso. A marca britânica vai ao ponto de permitir que quase desliguemos o ESP para que este não “chateie” o comportamento nas curvas mais lentas e deixe atuar à vontade o diferencial traseiro e a vetorização de binário. Caso queiramos ter uma condução mais descontraída, o melhor é selecionar o modo Auto e deixar que tudo funcione de acordo com parâmetros normais, desde a reação da caixa automática de 8 velocidades até à suspensão, que assume um amortecimento tão suave que nos embala.

 

REQUINTADO

A posição de condução, sendo alta, permite uma visão da estrada mais abrangente, enquanto o volante, onde estão concentrados os comandos mais diretos, tem o tamanho ideal, deixando-nos ver com atenção toda a informação fornecida pelo painel digital, enquanto no ecrã central tátil estão concentradas todas as aplicações e funções que reduzem ao mínimo os comandos individuais. Estes ficam reduzidos aos botões que controlam os vários modos de tração.

 

 

Embora a versão ensaiada só tivesse cinco lugares, o Range Rover pode, como outros concorrentes, ter sete lugares. Daquilo que nos lembramos aquando do ensaio da versão SVD6 a terceira fila é acanhada e para lá chegar é preciso ter alguma agilidade. Mas se esta versão V8 é o Rei da gama pelas qualidades descritas (e são muitas), os consumos não são parcos! A média rondou os 10,8l/100 km com picos que podem chegar facilmente aos 14 l/100 km na cidade. Também não é barato se pensarmos que os concorrentes mais diretos são mais acessíveis e têm mais equipamento de série. É o caso do novíssimo Audi SQ7 com o motor 4.0 BiTDi e do BMW X5 M50d com os quais o Range Rover está sempre em posição de xeque-mate.

VEREDITO

Não restam dúvidas. O Range Rover domina o segmento dos SUVs mais abastados. Esse resultado é fruto de uma grande experiência da marca britânica neste domínio. Fora de estrada ele faz quase tudo graças a um sistema de tração quase perfeito e intuitivo.

 

Ensaio publicado na Revista Turbo 423, de dezembro de 2016

Esta metodologia não se aplica a este ensaio. Todo o texto encontra-se no capítulo inicial.

 
 

Esta metodologia não se aplica a este ensaio. Todo o texto encontra-se no capítulo inicial.

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Esta metodologia não se aplica a este ensaio. Todo o texto encontra-se no capítulo inicial.

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