Peugeot 308 ACT 1.6 BlueHDI 120 CV EAT 6

Texto: André Bettencourt Rodrigues / Fotografia: José Bispo
Data: 18 Novembro, 2017

Silencioso, moderno e minimalista. O Peugeot 308 é um exemplo de conforto e a nova caixa automática só veio trazer um descanso acrescido.

Suspensões maravilhosamente camufladas para filtrar as irregularidades da estrada aliadas a uma boa dose de dinamismo foram sempre características associadas aos automóveis franceses. Sem ser um superdesportivo ou um topo-de-gama, o 308 consegue integrar de forma perfeita estes elementos e talvez por aí se explique o facto de ter sido consagrado como Carro Europeu do Ano, em 2014.

O design exterior é distintivo, sem ser demasiado irreverente, enquanto o habitáculo se distingue por pormenores que fazem a diferença perante os rivais: no painel de instrumentos que se situa bem em cima do tablier, no ponteiro do conta-rotações que se desloca no sentido contrário (da direita para a esquerda) ao que está convencionado e no volante pequeno e achatado, mesmo à carro de corridas.

O comportamento tem na plataforma modular EMP2 um dos seus grandes obreiros. Menos gordura (140 kg) traduz-se em maior agilidade e ela deixa-se sentir de cada vez que atiramos com o carro para dentro das curvas. Já o novo motor de 1.6 litros Blue HDi de 120 CV é um exemplo de disponibilidade e serve perfeitamente os interesses de quem procura um automóvel com caixa automática e a gasóleo poupado (fizemos 6,1 l/100 km sem grandes preocupações), acessível q.b. (a versão ensaiada já com os extras custa 29 060€) e com start&stop associado (bom para garantir as emissões de 94 g/km preconizadas).

Conduzimos a versão de equipamento intermédia “Active”, cuja oferta de série compreende ABS e ESP, ar condicionado automático bi-zona, cruise control programável, rádio CD com MP3, bluetooth, uma porta USB, ajuda ao estacionamento, navegação e jantes de 16’. O ecrã tátil de 9,7’ é utilizado para controlar todas as funções de conforto e multimédia do veículo, embora por vezes seja desconfortável estar constantemente a carregar no mesmo sair do rádio ou da navegação de cada vez que queremos mudar, por exemplo, a temperatura do ar condicionado.

O volante desta versão não conta com patilhas no volante, o que significa que o controlo da caixa automática de seis velocidades é efetuado unicamente pela alavanca de comando. Um toque para a direita e passamos a ser nós a controlá-la manualmente. Se não estiver com disposição para se chatear, basta empurrá-la novamente para o lado esquerdo e deixar que tudo aconteça automaticamente.

Resta saber se de uma forma mais pacata ou desportiva — estados de espírito à distância de dois botões. No modo “normal”, as relações de caixa vão-se multiplicando entre as 2500 e as 2750 rpm, enquanto no modo “sport” tal apenas acontece entre as 2750 e as 3500 rpm. Tudo depende da força aplicada no pedal do acelerador.

Daí avisarmos já que, na programação mais desportiva, a resposta a essa pressão é muito mais imediata, não sendo difícil deixarmo-nos levar pelos ímpetos de “circuit driver” que até então estavam camufladamente escondidos na sobriedade deste 308.

VEREDITO

Seguro para a família, com garantias de conforto e capaz de oferecer aquele rasgo de emoção caso seja necessário imprimir um ritmo mais forte. Nunca é um desportivo, mas isso não o impede de dar uma pitada de cor aos nossos dias.


Ensaio publicado na Revista Turbo 406, de julho de 2015

 

Esta metodologia não foi aplicada a este ensaio. Todo o texto encontra-se no capítulo inicial.

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