OPEL INSIGNIA 2.0 CDTI COSMO 170CV

Texto: Ricardo Machado / Fotografia: José Bispo
Data: 19 Novembro, 2017

Potência, binário, consumos reduzidos e refinamento. Juntar doses generosas de cada um no mesmo motor não é fácil, mas a Opel conseguiu-o no novo 2.0 CDTI de 170 CV. O ponto de equilíbrio entre os 140 CV da versão base e os 195 CV do BiTurbo.

A Opel reforça a oferta diesel do Insignia com a introdução de um terceiro patamar de potência no bloco 2.0 CDTI. Entre os 140 CV da versão base e os 195 CV do BiTurbo, o novo Insignia 2.0 CDTI de 170 CV posiciona-se imediatamente dentro do radar das frotas das empresas. Com o nível de equipamento Executive são 36 230€ de topo de gama, seguramente mais ágeis e refinados que os 31 780€ da versão 140 CV com o nível de equipamento de entrada, Selection.

E gasta apenas mais 0,6 litros que a variante menos potente, anunciando uma média de 4,3 l/100 km – 4,5 l/100 km com as jantes de 18’’ das imagens. A realidade mostra que 4,4 l/100 km é a média registada a 90 km/h. Juntando 8,4 l/100 km de média em circuito urbano chega-se à mé
dia ponderada de 6,8 l/100 km. Um valor justo para um executivo que não prima pela leveza.

Para conseguir juntar aos consumos reduzidos a potência e o binário, a Opel redesenhou as câmaras de combustão e as condutas de admissão. A injeção common rail de última geração trabalha com 2000 bar de pressão, podendo realizar 10 injeções de combustível por ciclo de motor. Ao substituir pela primeira vez o acionador a vácuo do turbo de geometria variável por um elétrico, a Opel acelerou a resposta em 20%.

Paralelamente, o acondicionamento compacto do turbo e do intercooler minimiza o volume de ar entre a turbina e o motor, permitindo criar pressão de forma mais rápida.

Estas alterações permitem melhorar a resposta nos baixos regimes e prescindir do overboost que na geração anterior elevava o binário dos 350 Nm para os 380 Nm por 15 segundos. Agora não é preciso overboost para chegar aos 400 Nm. A potência também sobe dos 163 CV às 4000 rpm para os 170 CV às 3750 rpm. Ganhos que, para além de retirarem um segundo no tempo do arranque até aos 100 km/h, nove segundos certos, elevam a velocidade máxima até aos 225 km/h.

MENOS “GLÁ-GLÁ-GLÁ”

O último item do caderno de encargos do novo motor 2.0 CDTI de 170 CV é um dos mais delicados: refinamento. Ruído e vibrações, os fantasmas de qualquer motorização diesel. Para os combater, a Opel redesenhou as cabeças dos cilindros, acrescentou uma cobertura separada da tampa de válvulas, com fixações
independentes e vedantes para reduzir o ruído, e utilizou uma nova cobertura em material absorvente de som para o coletor de admissão. Na parte inferior do bloco foi instalado um novo módulo com dois veios de equilíbrio que anulam 83% das vibrações secundárias do motor. Atingida a temperatura ideal, o novo 2.0 CDTI de 170 CV atinge os níveis de refinamento anunciados. Também a caixa, inicialmente seca, aligeira com o aquecimento do óleo.

Não são precisos muitos quilómetros para este Insignia mostrar todo o seu esplendor. Com o binário disponível abaixo das 2000 rpm e sem as oscilações do overboost, o motor tem uma progressividade muito agradável de explorar em cidade. Mais ainda em estrada onde, na maioria dos casos, as ultrapassagens são despachadas sem recurso à caixa. O Flexride – controlo eletrónico do chassis que, entretanto, se tornou num opcional obrigatório de qualquer Opel – ajuda a adaptar o Insignia ao estado de espírito do condutor, variando entre os modos “Tour”, “Normal” e “Sport”.

Se ao menos a câmara Opel Eye fosse tão fiável com o Flexride, a velocidade selecionada para o cruise control seria estável. No nosso caso, independentemente da mudança engrenada, só igualava o valor definido a direito. Nos planos inclinados andava sempre acima ou abaixo. Já em curva, identifica os carros na faixa da direita como obstáculos e reduz a velocidade. Um excesso de sensibilidade replicado pelos sensores de estacionamento, a apitar sempre que um peão atravessa a passadeira. Há remédio: desliga-se e desfruta-se de uma das versões mais equilibradas do Opel Insignia.

VEREDITO

Não tem um preço tão competitivo como a variante de 140 CV, mas compensa com um motor mais cheio e progressivo. O binário elevado, igual ao do bi-turbo de 195 CV, garante uma boa resposta desde as 2000 rpm sem penalizar consumos.


Ensaio publicado na Revista Turbo 406, de julho de 2015

Esta metodologia não foi aplicada a este ensaio. Todo o texto encontra-se no capítulo inicial.

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