NISSAN PULSAR DIG-T 190 CV

Texto: Marco António / Fotografia: José Bispo
Data: 3 Dezembro, 2017

Num dos segmentos mais concorridos da Europa, esta versão a gasolina de 190 CV do Pulsar pode ser uma alternativa aos diesel mais potentes

Com o Pulsar, a Nissan complementa a oferta do Qasqhai no segmento que mais vende na europa. Se olharmos para as vendas e para a guerra que existe entre uma oferta mais criativa personificada no conceito crossover e os modelos mais conservadores do segmento dos familiares compactos, faz todo o sentido a existênca do Pulsar. Ele representa o regresso da marca a um segmento que dominou do ponto de vista técnico com o Sunny ou o Almera.

E como filho de peixe sabe nadar, o Pulsar tem todos os ingredientes para ser uma alternativa às propostas tradicionais. Argumentos não faltam, desde a relação preço/equipamento até à habitabilidade e uma qualidade média razoável, passando por este motor 1.6 DIG-T a gasolina de 190 CV! Construído em Espanha de acordo com os valores europeus e seguindo um estilo baseado no Qasqhai e no X-trail, o Pulsar, ao contrário do Tiida não é um carro feito a pensar no mercado global, nem tão pouco um produto ao estilo “low cost”. Não pretendendo, portanto agradar a gregos e a troiano, esta versão mais musculada é a afirmação de um modelo que mantém na sua génese os valores da marca japonesa, nomeadamente no domínio da tecnologia, com destaque para a combinação perfeita entre a injeção direta num motor a gasolina e a sobrealimentação.

No entanto se está á espera de um motor “canhão” ficará certamente desiludido passado o momento inicial. Na verdade, a fórmula encontrada para alcançar tamanha potência tem como principal objetivo uma resposta linear do motor desde as 1600 rpm, que é a altura em que o binário atinge o seu valor mais alto (240 Nm) até ás 5200 rpm. Só é pena que o escalonamento da caixa manual de seis velocidades não evidencie nos regimes mais baixos esse objetivo Em compensação as desmultiplicações escolhidas conseguem um bom compromisso entre as prestações e os consumos.

 

Estes não andaram muito longe dos valores anunciados (menos de 1 l/100 Km!). Apesar das dimensões exteriores como a distância entre eixos poderem supor o contrário, o Nissan Pulsar não usa a plataforma modular do Qasqhai, mas sim a plataforma do Micra e do Note! Curiosamente (não fossem eles elementos da mesma família), o Pulsar utiliza alguns elementos do atual Renault Mégane.

É o caso da direção e da suspensão que podia ser um pouco mais firme face às capacidades dinâmicas do motor de forma minimizar o rolamento lateral da carroçaria nas curvas e dessa forma melhor o comportamento dinâmico. Pensamos que essa opção, a ser tomada, não prejudicaria o conforto. Em especial atrás onde o espaço para as pernas é desafogado e a altura garante um certo bem estar, mesmo quando transportamos três pessoas. Só é pena não se ter aproveitado essa vantagem para valorizar outros aspetos como a funcionalidade ou a escolha de melhores materiais especialmente na zona do tablier onde apenas na parte superior existem materiais melhores.

 

A falta de materiais melhores em certas zonas do interior, não retira no entanto o mérito a outras áreas, nomeadamente ao nível do equipamento. Este é completo e contempla opções raras neste segmento de mercado como o escudo de proteção que inclui o aviso de ângulo morto, o aviso de saída de faixa e a deteção de objetos em movimento. Acresce a estas ajudas a câmara de visão 360º que dá jeito quando circulamos na cidade. Um cenário onde esta versão gasolina revelou ser económica graças à injeção direta. Não tanto como um diesel, mas com valores abaixo de outras realizações do género. Outra ajuda importante na cidade é o sistema anti-colisão que nos avisa sempre que nos aproximamos do carro da frente de uma forma mais distraída.

Fora da cidade as qualidades estradistas são, obviamente, beneficiadas pela grande destreza de um motor que respira bem quase até às 6000 rpm e, se o cenário escolhido incluir curvas rápidas, o chassis e a suspensão só não acompanham tão bem o ritmo porque o amortecimento não é mais firme. Mesmo assim não há que recear atitudes extemporâneas graças à intervenção do ESP e do controlo de tração. Convém ter presente que, apesar dos 190 CV, esta versão mais expedita do Nissan Pulsar não tem a vocação desportiva que supostamente pensávamos.

 

Para isso temos outros modelos da marca, mais dotados, quiçá uma versão Nismo do Pulsar! Motor não lhe falta, só tem é que ser mais espicaçado. Se contabilizarmos, para além da potência, o equipamento de série, facilmente concluímos que o preço proposto compensa. De realçar que alguns dos equipamentos são únicos no segmento.

 

VEREDITO

Tem poucos concorrentes e os que tem são propostos por valores mais altos e com um nível de equipamento inferior. Se são atributos suficientes para convencer os clientes a optarem por esta versão em vez de um diesel, não sabemos, mas podemos garantir que as suas prestações são boas e os consumos fiáveis.

 

Ensaio publicado na Revista Turbo 410, de novembro de 2015

Esta metodologia não foi aplicada a este ensaio. Todo o texto encontra-se no capítulo inicial

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