MINI JCW CLUBMAN ALL4 2.0 231 CV

Texto: António Amorim / Fotografia: José Bispo
Data: 24 Setembro, 2017

Qual é coisa qual é ela, que tem o espaço de um familiar, a agressividade de um desportivo e a qualidade de um… Mini? Já adivinhou?

Aquele que é anunciado como o Mini mais funcional, mais apto para longas distâncias e mais dotado para dar conforto à família é o Clubman. E aquele que é anunciado como o Mini mais potente e capaz de proporcionar as sensações mais desportivas é… o John Cooper Works. Juntam-se os dois perfis e obtém-se este carro que aqui está, com mais portas (seis) do que lugares (cinco) e ares de carrinha com pinta, que a marca prefere designar por “shooting brake”. Uma coleção de reluzentes assinaturas e legendas denuncia as aspirações, tal como as entradas de ar dianteiras, as agressivas jantes específicas de 18 polegadas, a dupla ponteira de escape, os excelentes bancos desportivos em alcantara, bem rijos e “abraçantes” e… o volante desportivo com patilhas de seleção da opcional (2300€) caixa automática Steptronic de oito relações.

O termo “shooting brake”, atualmente associado à ideia de uma carrinha de luxo, tem a sua origem nos tempos em que os lordes faziam um intervalo (brake) para ir à caça (shooting). Nesta Clubman é o programa Sport que acorda o modo de disparo, com a dupla ponteira de escape a comportar-se como uma caçadeira de canos serrados a cada redução de caixa. Aliás, o som do motor de dois litros e 4 cilindros com tecnologia turbo e 231 CV (mais 39 CV que no Cooper S) é sempre agradável, assim como a sua enorme disponibilidade em toda a faixa de rotações, especialmente notória entre 1500 e as 4500 rpm, quando os 360 Nm de binário estão linearmente disponíveis.

E se a subida do ponteiro é rápida na primeira metade do taquímetro, é na segunda metade que o entusiasmo tem o seu pico, com a potência máxima entre as 5000 e as 6000 rpm. Com as quatro rodas coladas ao asfalto pelos excelentes Michelin Pilot Super Sport com 225 mm de largura, o Clubman mais atiçado da história atira-se sempre à estrada com fúria. Lê o relevo com firmeza e aproveita cada centímetro quadrado de tração com o sistema integral ALL4, agora mais leve e rápido a reagir.

EFICÁCIA A TODA A PROVA

No ataque à curva mostra toda a segurança dos supertravões Brembo sem sair de frente e mostra a eficácia da firme suspensão, que nunca deixa a traseira à solta. Depois morde a trajetória e dispara à saída como um foguete. Basta referir que a aceleração de zero a cem se fez em 6,5 segundos e que 7,7 segundos nos bastaram para recuperar dos 40 para os 120 km/h! Há muita eletrónica a ajudar, como o autoblocante eletrónico Performance Control, o controlo de travagem em curva e até o próprio ALL4, que atira tudo para frente em condições normais mas divide para trás quando necessário em frações de segundo.

Com uma direção mais mecânica e uma caixa automática menos pensativa nas reduções teríamos aqui um desportivo do outro mundo que, assim, é “apenas” excelente, para não dizer viciante. Convém não esquecer que… Um: também há um programa Mid e um Green, onde o motor reage e ralha menos, a caixa mantém o ponteiro nas baixas e a suspensão pilotada (407€) fica um nadinha menos dura. Dois: a mala (360 litros) não vai além da capacidade de um compacto não-carrinha. Três: os consumos podem chegar aos 15 nestas brincadeiras. E quatro… o preço começa nos 40 mil sem opções (este chega aos 52 mil) mas… ao volante nada disso interessa.

VEREDITO

Para quem apreciar o design estrambólico, tudo o resto é ganho: performances de desportivo, uma eficácia dinâmica a toda a prova e uma interação com o condutor que lembra o Mini clássico ou… um kart. Não há buraco que assuste a solidez e a qualidade geral é assinalável, seja nos materiais, seja na sofisticação do equipamento. Um carro de qualidade, diferenciador e capaz de dar conforto à família.

 

Esta metodologia não se aplica a este artigo. Todo o texto encontra-se no capítulo inicial.

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