KIA PICANTO 1.0 CVVT EX

Texto: Marco António / Fotografia: José Bispo
Data: 3 de Setembro, 2017

A Kia continua a renovar a sua gama de modelos a uma velocidade vertiginosa. Desta vez é o Picanto, um pequeno modelo de vocação urbana.

A terceira geração do modelo mais pequeno da Kia não é uma simples remodelação e nessa circunstância usa uma nova plataforma, a mesma que o Hyundai i10 irá utilizar mais tarde. Ele luta por um segmento que, não sendo tão importante como o segmento do Kia Rio ou do Kia Ceed, tem muitos concorrentes, a maioria deles recentes e por isso mais sofisticados.

O novo Picanto é por isso a resposta da marca coreana às novas tendências do mercado. No cômputo das duas gerações anteriores foram vendidos em todo o mundo mais de 1,4 milhões de unidades, das quais mais de 300 mil na Europa. Estes números traduzem bem a importância que este modelo representa em termos globais, enquanto em Portugal o representante da marca pensa vender 400 unidades/ano.

Substancialmente diferente por fora, o estilo urbano está bem patente nas dimensões exteriores que não cresceram em relação à anterior geração, à exceção da distância entre eixos que é agora 15 milímetros mais longa. Ao contrário do que acontece com o segmento, por exemplo, do Kia Rio, em que a tendência é para crescer, neste caso o tamanho mantêm–se, o que se compreende para um carro destinado a andar na cidade, onde é preciso ser pequeno e compacto para caber em qualquer lado e ser ágil.

Neste caso a agilidade melhorou substancialmente com a utilização de uma direção 13 por cento mais direta com evidentes ganhos numa resposta mais imediata e na redução do número de voltas do volante que passou de 3,4 para 2,8. Como a distância entre eixos aumentou mas o comprimento não, as rodas estão agora mais encostadas à parte dianteira do carro, o que pressupõe uma natural redução do peso à frente do eixo, com as vantagens que isso tem para uma condução mais ágil. Ao mesmo tempo foi reduzido o rolamento da carroçaria em curva até 1 grau e por isso o Picanto tem agora uma reação mais equilibrada.

Este controlo foi alcançado com a utilização de barras estabilizadoras 2 por cento mais rígidas à frente e 5 por cento atrás e ligeiramente maiores, ao mesmo tempo que no eixo traseiro o peso da estrutura da suspensão foi reduzido em 1,8 Kg. Embora em piso irregular este controlo do rolamento possa prejudicar o conforto, o balanço do binómio comportamento/conforto é positivo. Positivo é também o isolamento acústico do habitáculo que, sendo mais acolhedor, não tem tanto espaço atrás como podíamos supor na sequência do aumento da distância entre eixos.

Em compensação a mala cresceu de 200 para 255 litros e ganhou novas funcionalidades, como o piso de dois níveis, que pode ser levantado ou rebaixado em 145 milímetros para criar espaço adicional, nomeadamente uma área de armazenamento sob o piso. Entretanto, se rebatermos as costas do banco traseiro podemos estender a capacidade de carga até uns generosos 1010 litros. As costas do banco traseiro, que antes tinham uma inclinação de 25º, passam a ter 27º, garantindo desse modo uma postura mais descontraída, enquanto os flancos ligeiramente mais salientes melhoram o conforto e o apoio nas curvas.

Para acompanhar os melhoramentos dinâmicos como a direção mais reativa e rápida a Kia propõe o motor 1.0 e 1.25 a gasolina que transitam da anterior geração, estando previsto lá mais para o final do ano o motor 1.0 t-GDi de injeção direta com 101 CV estreado no Kia Ceed. Para este primeiro contacto o motor escolhido foi o 1.0 de 3 cilindros e 67 CV por ser uma solução económica e agradável de utilizar. De realçar que esta nova geração do Kia Picanto deixou de ter a versão a GPL! Em compensação passou a ter uma transmissão automática de 4 velocidades, uma opção que se justifica tendo em conta a vocação urbana do carro. Na versão com caixa manual o consumo médio obtido numa utilização exclusivamente urbana foi de 6,2 l/100 km, mais 1,8 l/100 km do que a marca anuncia. Uma diferença que pode ser reduzida perante uma utilização mista cidade/estrada.

Entre os níveis de equipamento encontra-se uma novidade, o GT Line inspirada no visual mais desportivo dos modelos “GT”, como o Optima GT, para além dos habituais LX e EX. O preço da versão mais barata com a campanha de 1400 euros, custa 11 720 euros, um preço que se situa na média dos concorrentes mas com a vantagem de oferecer mais equipamento e uma garantia de 7 anos ou 150 mil quilómetros.

VEREDITO

O novo Kia Picanto que agora só existe com a carroçaria de 5 portas está mais forte. A mala é a maior do segmento, a agilidade aumentou e o motor 1.0 de 3 cilindros e 67 CV continua a ser económico e agradável de utilizar. Outra novidade é a caixa automática.

 

Artigo publicado na Revista Turbo 426, de março de 2017

Esta metodologia não se aplica a este artigo. Todo o texto encontra-se no capítulo inicial.

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