Recebe influências italianas da grande casa a que pertence (Fiat Chrysler Automobiles) e adiciona-lhes a robustez e caráter do metal americano

Texto: António Amorim / Fotografia: Vasco Estrelado
Data: 6 Maio, 2019

O compacto Jeep Renegade não precisa de tração integral nem de uma grande distância ao solo para dar aquela impressão de que está pronto a conquistar este mundo e o outro. Nesta sua versão de acesso, com um novo motor de alumínio a gasolina, de um litro e três cilindros, desenvolvido pela Fiat, é igual a qualquer carro compacto no que diz respeito à conceção estrutural e mecânica.

Carroçaria autoportante, tração dianteira e pneus de estrada montados em rodas normais, por sua vez ligadas ao carro por um sistema de suspensão por sinal bastante firme e de curso relativamente limitado, tornam-no num eficaz carro de asfalto em termos de condução. Ainda assim, a identidade está lá toda, mais ainda agora, com a renovação. A frente não deixa quaisquer dúvidas de que este é um Jeep, com a sua grelha de sete ranhuras e os faróis bem redondos, com as duas brilhantes argolas LED sempre acesas. A frente vertical, o formato quadradão, bem alto e espadaúdo e os reforços plásticos do perímetro inferior completam uma aparência “blindada”.

O “renegado” é um convite permanente a largar tudo e ir embora, sem destino. Não tanto fora de estrada, porque para isso temos o Wrangler aqui no artigo do lado, mas a aparência deste também tem, de facto, muita força. O habitáculo contrasta com esta atitude, no sentido de que nos volta a colocar a cabeça na família, por ser muito funcional.

A primeira sensação que temos ao entrar é que, apesar das dimensões exteriores compactas (4,23 m de comprimento), estamos dentro de um SUV muito maior. É especialmente amplo em altura, mas também em largura e na zona dos ombros. A tal ponto, que nos sentimos um pouco desligados dele. Os bancos não nos abraçam, as formas não nos envolvem. É, em vez disso, um carro rústico, sólido, de plásticos daqueles rijos e duradouros. Tudo preto, mas tudo bem desenhado.

 

Ninguém diria, muito menos por dentro, que este carro é um gémeo falso do Fiat 500 X. Nada, exceto a grande bola de alumínio que é o seletor da caixa manual de seis. Numa posição alta e com muito espaço e vidro, os ocupantes têm vista privilegiada sobre a paisagem. A unidade ensaiada estava até equipada com um amplo teto panorâmico em vidro (1500€), com abertura elétrica e também com cortina, igualmente controlada através de um botão.

O tablier, tão vertical quanto o para-brisas, está recheado com uma instrumentação completa e de design também ele rústico e “grosso”, um ecrã central dos grandes com tudo o que é função à distância de um toque e, por baixo deste, um conjunto de botões tradicionais a misturarem em demasia a climatização, os equipamentos de assistência ao condutor e o rádio. Em frente ao acompanhante, muito na linha do que é habitual na Jeep, há uma sólida pega a que nos podemos agarrar, mas cuja função é essencialmente estética. Não penaliza espaço, até porque o porta-luvas está por baixo e é devidamente auxiliado por vários outros compartimentos na zona da consola, que nos ajudam a esvaziar os bolsos com toda a facilidade.

Carregando num botão de ignição escondido (principalmente de noite) na coluna de direção, acordamos um motor a gasolina suave e discreto, que mostra a força do turbo logo no início do arranque. Com a ajuda da eletrónica, o ponto de embraiagem aceita descuidos como se fosse um Diesel.

Depois disso, mexe-se de acordo com os 120 cv que anuncia, sem nunca chegar a ser brilhante. O Renegade 1.0 GSE T3 4×2 é, acima de tudo, um carro fácil de guiar, que pode ser guloso em cidade (9 litros aos cem) mas que se modera em estrada (seis litros aos cem) e com uma suspensão cuja firmeza se estranha num carro tão familiar. O condutor vai apreciá-lo nas estradas de uma serra, os passageiros não gostarão tanto.

 

Com este nível de equipamento Limited há que dar 25 500 euros em troca de uma promessa constante de aventura, que já traz consigo o pacote de equipamento Parking, com câmara de marcha-atrás e assistente de ângulo morto, assim como o pacote visibilidade, com sensores de luz e de chuva, máximos automáticos e retrovisor electrocromático.

Encontramos também de série o alerta de colisão ativo, o alerta de mudança de faixa e o programador de velocidade ativo, isto para facilitar a vida a quem conduz, para além da climatização automática dupla e do pacote multimédia Uconnect Rádio com ecrã tátil de 5 polegadas. Na unidade ensaiada tivemos ao dispor o excelente ecrã de 8,4 polegadas com navegação, Bluetooth e ligações MP3, Aux e USB, este associado ao pacote Infotainment, que acresce 1600 euros.

Jeep Renegade Limited 1.0 Turbo 120 cv

Preço: 25 500€ (versão base)

Motor: 3 cil. turbo; 999cc;120 cv/5750 rpm

Binário: 190 Nm/1750 rpm

Transmissão: DiantEIRA; manual de 6 vel.

Mala: 351-1295 Litros

Desempenho: 11,2 s 0-100 km/h; 185 km/h vel. máx.

Consumo: 5,9 (7,5 reais) L/100 km

Emissões Co2: 134 g/km

IUC (2019): 135,49€

 

Artigo publicado na Revista Turbo 447, de dezembro de 2018. Descubra a nossa Edição Online

Esta metodologia não se aplica a este teste da Revista Turbo. Todo o texto encontra-se no capítulo inicial

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