Ford Fiesta 1.0 Ecoboost 125 cv Titanium 5P

Texto: André Bettencourt Rodrigues / Fotografia: José Bispo
Data: 26 Novembro, 2017

A longevidade obtém-se de várias formas. O perfil dinâmico, o equipamento e os 125 CV do motor EcoBoost fizeram milagres na saúde do Fiesta, à sua espera por um preço canhão.

Desde 2009 que a sexta geração do Ford Fiesta é presença assídua no mercado nacional. O momento certo para abrir caminho para a entrada de um sucessor? Sem dúvida. Mas porquê mudar quando: a) o modelo em vigor continua a ser um sucesso de vendas; b) em certos aspetos não fica atrás de concorrentes mais recentes?

DETALHES

A versão Titanium equipada com o motor EcoBoost de 125 CV é um bom exemplo. Não só vem recheada de equipamento, como é despachada e visualmente atraente. Por 13 045€ (o preço final já com os 3075€ de desconto da campanha que se encontra em vigor até junho e os 1900€ extra da adesão ao Financiamento Ford Crédito) recebe de série faróis de halogéneo com luzes LED de circulação diurna, retrovisores elétricos e aquecidos, jantes de liga leve de 15 polegadas, ar condicionado automático e rádio CD MP3. Mas também computador de bordo, o revestimento em pele do volante e do punho da caixa de velocidades, um apoio de braços, o sistema de ajuda ao arranque em subida e os faróis de nevoeiro.

Para garantir a sua segurança vem ainda com controlo de estabilidade, ABS com distribuição eletrónica da força da travagem e sete airbags dianteiros, laterais, de cortina e para os joelhos do condutor, enquanto a comodidade é assegurada pelo sistema Ford MyKey (permite criar alertas e limitar parâmetros relacionados com a condução, chamando a necessidade para apertar o cinto ou reduzir a velocidade) e o Ford SYNC com a aplicação Link (um sistema mãos-livres associado ao Bluetooth que possibilita o controlo do rádio e do telefone por comandos de voz).

A tecnologia EcoBoost é uma das maravilhas da indústria automóvel e a razão para a Ford proteger a todo o custo (isto é, evitar acordos com outros construtores) o “Motor Internacional do Ano” entre 2012 e 2014. A versão de 125 CV deste tricilíndrico assenta que nem uma luva no espírito urbano do Fiesta, atuando em uníssono com o chassis equilibrado e a direção assistida elétrica (e direta) – essenciais na transmissão da confiança necessária para atacar as curvas mais impiedosas.

Não é um ST, mas a forma como o pequeno turbo se faz sentir nos 998 cc do bloco em ferro (e não alumínio, por ser mais barato e aquecer mais depressa) é realmente impressionante. O binário de 170 Nm atua entre as 1400 rpm e as 4000 rpm e, num ápice, estamos a pisar o acelerador um bocadinho mais depressa do que devíamos. A consequência evidente? Os consumos, claro, embora seja quase impossível aproximarmo-nos da média de 4,3 l/100 km (99 g/km) que a Ford apregoa.

O melhor que conseguimos foi 5,3 l/100 km, mas não é difícil andar a bater os 7,0 l/100 km, mesmo com a ajuda do start&stop e do escalonamento longo da caixa de cinco velocidades. A posição de condução é boa, tal como a visibilidade, mas a profusão de botões da consola central e o pequeno visor já deviam ter sido revistos. O espaço para quem viaja atrás é favorável, mas as portas traseiras não contam com um único local para arrumação. A mala oferece 290 litros (974 litros com os bancos rebatidos) e conta com um fundo plano.

VEREDITO

O motor pequeno, mas cheio de alma, em conjunto com a dinâmica competente fazem deste Fiesta um regalo para quem gosta de conduzir. O preço-canhão, válido até junho, aliado ao equipamento, ajudam a esquecer os consumos e a carência de espaços de arrumação atrás.

 


Ensaio publicado na Revista Turbo 405, de junho de 2015

Esta metodologia não foi aplicada a este ensaio. Todo o texto encontra-se no capí­tulo inicial.

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