Fiat Tipo SW 1.6 Multijet 120 CV Lounge

Texto: António Amorim / Fotografia: José Bispo
Data: 26 de Agosto, 2017

Funcional, espaçosa e descomplicada, esta carrinha vale pela simplicidade com que nos facilita a vida, sem arrasar com a conta bancária 

Afinal, que Tipo de Fiat é este? Já não ouvíamos falar deste nome desde finais dos anos oitenta… Mas, ao contrário de quase todos os últimos lançamentos da marca, o novo Tipo não tem aspirações revivalistas. É apenas um carro totalmente novo… sem nada de inovador. O que nem tem nada de mal porque é com “tipos” destes que os lobos da classe mais têm de se preocupar. Carros descomplicados, com tecnologia comprovada e formas que não entusiasmam mas que também não assustam ninguém. E propostos por um preço justinho. A carrinha Tipo é assim. Especialmente nesta versão turbodiesel 1.6 Multijet de 120 CV e com este nível de equipamento Lounge.

Na edição passada mostrámos-lhe o carro de cinco portas e ficámos rendidos ao “pacote” geral. Aqui há ainda mais. Especialmente espaço na bagageira. Nada na concorrência direta oferece estes 550 litros (com os bancos na posição normal) por 24 550 euros. E estamos a falar do topo de equipamento, que inclui jantes de 17 polegadas, climatização automática, um bom sistema de som com 6 altifalantes e um muito agradável ecrã tátil uConnect de 18 cm de belo grafismo e aparência, que nos mostra tudo e mais alguma coisa, desde a navegação Tom Tom à média de consumos.

Há volante em pele com comandos áudio e programador de velocidade, um computador de bordo tão completo que chega a ser confuso pela quantidade de informação disponível (até inclui um desnecessário gráfico de carga da bateria), ajuda ao estacionamento com câmara de marcha-atrás e todo o tipo de entradas para ligação de dispositivos externos.

HONESTA

Também é verdade que o ambiente vivido a bordo não é propriamente requintado porque predominam os revestimentos rijos. E sente-se falta de precisão em alguns comandos, em especial do seletor da caixa de velocidades. Mas tirando este detalhe e talvez um sensor de chuva algo preguiçoso, nada mais prejudica o bem-estar e a condução. Há espaço para toda a gente, pernas e cabeças não batem em lado nenhum. Entrar e sair é fácil porque as portas são amplas e facilitam o acesso.

 

O condutor também não tem grandes motivos para se queixar. Depois de alguns ajustes, a posição de condução acaba por aparecer e depois é ligar e andar. O motor tem voz grossa, é um facto, mas mexe-se. As recuperações são facílimas e as ultrapassagens também. As rodas pisam a estrada com solidez e o comportamento é seguro. A carrinha Tipo não se entorna demais nas curvas, não é uma lata frágil. É sólida e robusta. lida e robusta. E os consumos ficam longe de desiludir. Passam dos seis aos cem com frequência mas, a deslizar na faixa da direita, é possível fazer médias inferiores a quatro. E tudo assim “conspira” para um balanço muito positivo.

VEREDITO

Como quem não quer a coisa, a Fiat lá vai fazendo umas carrinhas jeitosas. Lembra-se da Marea, que vendeu como tremoços? Não foi por acaso. Esta Tipo segue-lhe as pegadas. Tem espaço, equipamento, solidez e bom preço. E até não anda nada mal.

Ensaio publicado na Revista Turbo 423, de dezembro de 2016

Esta metodologia não se aplica a este artigo. Todo o texto encontra-se no capítulo inicial.

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