Hyundai i40 SW 1.7 CRDI

Texto: Marco António / Fotografia: José Bispo
Data: 1 Dezembro, 2017

A renovação do Hyundai i40 não se resume à parte estética. Estende-se aos conteúdos, nomeadamente ao motor 1.7 CRDi que tanto pode ter 115 CV como 141 CV. Esta é a versão menos potente mas a mais barata

Com uma diferença de preço significativa, esta versão menos potente do renovado Hyundai i40 SW adequa-se mais ao mercado nacional, onde os principais concorrentes são o Opel Insignia Sport Tourer ou o Toyota Avensis SW. Esta renovação surge num dos melhores momentos da marca coreana, nomeadamente em Portugal, onde mudou recentemente de importador. Esse bom momento deve-se, sobretudo, a uma atualização e adequação da sua gama ao mercado europeu. Este tem revelado, cada vez mais, uma maior racionalidade na escolha, especialmente quando confrontado com marcas que apresentam soluções tecnologicamente evoluídas como a Hyundai.

E se tivermos em atenção que esta proposta concorre num dos segmentos europeus mais disputados, facilmente percebemos a qualidade das soluções apresentadas. E porque os olhos também “comem”, a carroçaria dá um ar da sua graça com a introdução de pequenas alterações. Para além da grelha de maiores dimensões recebe um parachoques redesenhado, com luzes de nevoeiro em LED, enquanto atrás os faróis também têm um desenho novo.

Ao entrarmos no habitáculo verificamos que não há grandes diferenças e que a qualidade dos materiais mais criticados não mudou. Mesmo assim, o ambiente é acolhedor e confortável e espaço não falta. Dentro da sua classe o i40 SW defende um dos maiores índices de habitabilidade e uma das malas mais generosas, com a vantagem da sua forma ser bastante regular, ao mesmo tempo que o acesso é fácil e muito amplo.

 

É, no entanto, debaixo do capot que se encontra um dos argumentos mais fortes desta carrinha: o motor 1.7 CRDi de 115 CV, renovado com o objetivo de cumprir com a norma de emissões Euro 6. Só é pena que, ao renovar um dos seus motores mais emblemáticos, a Hyundai não tenha aproveitado para reduzir o ruído, seguindo vários caminhos. Através de uma insonorização mais exigente caso não estivesse disposta a mexer na taxa de compressão, uma solução mais onerosa. Embora esta tenha sido uma oportunidade perdida vai sempre a tempo de emendar o erro. E vale a pena pois o motor tem uma utilização muito agradável, em parte devido ao escalonamento quase perfeito da caixa manual de 6 velocidades.

De realçar que a versão mais potente deste motor dispõe de uma caixa automática de dupla embraiagem, uma estreia bem recebida. Embora este motor sofra de alguma lentidão ao início, cedo desperta, especialmente quando o ponteiro do conta-rotações chega às 1250 rpm. É que até às 2750 rpm o binário máximo é constante.
Esta caraterística é a principal responsável pelas boas recuperações que em momento algum põem em causa um consumo que andou sempre em redor dos 6 l/100 Km. Este desempenho é tanto mais notável se pensarmos que a relação peso/potência é de 14,4 Kg/CV, um valor alto por o carro ser pesado e por o motor ter 115 CV.

 

O comportamento dinâmico não causou grandes surpresas, uma vez que as opções tomadas visam beneficiar o conforto, como o sistema de amortecimento variável oferecido no trem traseiro, uma ajuda para equilibrar o comportamento quando a carrinha está mais carregada. A direção elétrica contribui entretanto para um feeling apurado em curva, ou uma utilização urbana mais descontraída. E porque em qualquer negócio o preço não é tudo, a Hyundai continua a ter uma das garantias mais generosas ao estendê-la até aos 5 anos sem qualquer limite de quilómetros.

VEREDITO: Hyundai i40 SW 1.7 CRDI 2015

Uma das vantagens deste Hyundai i40 SW está na relação preço/habitabilidade e preço/ equipamento. Inclui de série o sistema de navegação, entre outros equipamentos. Em resumo, é um bom negócio por 34 mil euros.

 

Ensaio publicado na Revista Turbo 410, de novembro de 2015

Esta metodologia não foi aplicada a este ensaio. Todo o texto encontra-se no capítulo inicial

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