AUDI Q5 2.0 TDI S TRONIC QUATTRO

Texto: Marco António / Fotografia: José Bispo
Data: 24 de Setembro, 2017

Com uma carreira exemplar, o Audi Q5 surge agora com uma geração completamente renovada, repleta de argumentos suficientes para voltar a ser a referência do seu segmento.

Uma semana ao volante do Audi Q5 2.0 TDi de 190 CV, com tração Quattro e caixa automática S Tronic foi o suficiente para avaliarmos as qualidades de uma geração que promete lutar pela reconquista do primeiro lugar no pódio frente ao BMW X3 e ao Mercedes GLC. Construído a partir da mesma plataforma do Audi A4 e do Q7 é difícil encontrar no novo Q5 grandes defeitos. A qualidade exímia começa pela parte exterior esteticamente muito diferente e estende-se ao interior, onde tudo foi pensado com o objetivo de proporcionar um elevado conforto e um enorme prazer de condução.

Pena é que muitos equipamentos da unidade ensaiada estejam fora do perímetro dos 61 340 euros. Este é talvez o seu maior pecado! Desde logo os bancos em pele, que custam mais de 1500 euros, ou o teto de abrir panorâmico que os clientes tanto apreciam mas que têm de pagar à parte, já para não falar no sistema de navegação que hoje em dia os condutores já não dispensam, especialmente em carros com o posicionamento do Audi Q5. São as lógicas comerciais a sobrepor-se às reivindicações do mercado.

Uma reivindicação que não abrange outras opções, como o Cockpit virtual que permite mudar o aspeto da instrumentação de acordo com os vários modos de condução. Já o sistema MMI faz parte de um conjunto que tem vindo a renovar-se funcionalmente, dai ser um dos sistemas de info-entretenimento mais fáceis e intuitivos de usar. Entretanto, debaixo do capot encontramos o conhecido motor de 2.0 litros com 190 CV, unido à caixa DSG de 7 velocidades (S Tronic), uma dupla capaz de garantir um desempenho agradável, com consumos relativamente baixos graças à boa relação peso/potência e à função “à vela” quando o motor roda em certos regimes.

Tendo esta versão tração quattro, o conceito de tecnologia ultra permite desligar a transmissão do eixo traseiro sempre que esta é desnecessária. Esta função adequa a motricidade à generalidade das situações e é automaticamente ativada sempre que for necessário distribuir o binário pelas quatro rodas. O seu funcionamento é tão discreto que tudo se passa sem darmos por isso, ao mesmo tempo que o consumo é gerido com grande parcimónia. Este normalmente não passa em média dos 7l/100 Km, inclusive quando abusamos do acelerador e aproveitamos o elevado binário (400 Nm) disponível durante uma larga faixa de utilização do motor (entre as 1750 e as 3000 rpm).

Tudo isto sem que o normal ruído do motor diesel passe para o interior, graças a uma insonorização que contribui para uma elevada noção de conforto. Um conforto que é valorizado ao máximo pela suspensão pneumática adaptativa com que o nosso Q5 vinha equipado e com grande influência no desempenho.

A dinâmica que tem várias mutações, tantas quantos os sete modos de condução do Audi drive select. De todos estes modos há dois novos: o “lift/offroad” e o “allroad”, especialmente indicados quando decidimos fugir com o Q5 para fora de estrada, onde a sua atuação melhorou bastante, podendo enfrentar situações mais radicais.

Esta dupla personalidade é talvez uma das evoluções mais notáveis desta segunda geração do Audi Q5. Entretanto, a forma como a suspensão controla o rolamento em curva juntamente com um centro de gravidade mais baixo torna a sua condução muito próxima do Audi A4.

VEREDITO

Líder durante muito tempo com a primeira geração, a segunda geração do Audi Q5 reúne todas as condições para assaltar de novo o primeiro lugar do pódio embora em relação aos concorrentes apresente um preço superior. Entre as virtudes que mais apreciamos encontra-se o conforto, a qualidade e o comportamento dinâmico, em estrada e fora dela.

Ensaio publicado na Revista Turbo 427, de abril de 2017

Esta metodologia não se aplica a este artigo. Todo o texto encontra-se no capítulo inicial.

Esta metodologia não se aplica a este artigo. Todo o texto encontra-se no capítulo inicial.

Esta metodologia não se aplica a este artigo. Todo o texto encontra-se no capítulo inicial.

Esta metodologia não se aplica a este artigo. Todo o texto encontra-se no capítulo inicial.

Esta metodologia não se aplica a este artigo. Todo o texto encontra-se no capítulo inicial.

Esta metodologia não se aplica a este artigo. Todo o texto encontra-se no capítulo inicial.