Mobieco

Publicidade

Tesla em 25 curiosidades

Texto: Júlio Santos
Data: 10 de Abril, 2017

A Tesla superou a Ford em valorização bolsista e aproximou-se da General Motors. Por que é que uma marca que em 2016 produziu menos de 86 mil automóveis e nunca teve lucros vale mais do que outra que entregou 6,6 milhões de automóveis? Porque os investidores olham para o futuro. Perceba tudo na galeria de imagens

A Tesla foi fundada por Martin Eberhard e Marc Tarpennin. Foi a namorada de Eberhard, num jantar na Disneylandia quem sugeriu o nome do inventor sérvio Nikola Tesla (1856-1943), a quem se deve, por exemplo, a invenção do alternador
Elon Musk que comprou uma primeira participação na Tesla, em 2004, aponta Thomas Edison (rival de Nikolas Tesla), como o seu grande herói…
Em 2013, a Tesla estava na bancarrota, com dinheiro para duas semanas. A venda à Google esteve iminente
Musk, nascido na Africa do Sul, fundou a Paypal, que em 2002 vendeu por 1,3 mil milhões de euros ao Ebay
Mesk já investiu mais de 65 milhões de euros na Tesla. O seu salário é de um dólar/ano. Só será aumentado, garante, quando a empresa gerar lucros
Em 2009 o governo americano financiou a Tesla cerca de 450 milhões de euros. A Tesla pagou esse empréstimo em apenas quatro anos, nove antes do prazo
Em 2008 a Tesla lançou o seu primeiro modelo. Mas o Tesla Roadster não convenceu. Em 2012, depois de uma carreira desastrosa, o Roadster foi descontinuado
O Model S tem quase 730 quilómetros de autonomia. É possível carregá-lo para cerca de 270 quilómetros em apenas 30 minutos num Supercarregador Tesla
Há no mundo mais de 700 Supercarregadores mas os Tesla podem ser carregados em qualquer outra estrutura. A rede de supercarregadores próprios cresce todos os dias
Os carregamentos na rede de Supercarregadores da marca estão incluídos no preço do carro pago pelo cliente
Os Tesla são quase isentos de manutenção (só as escovas do limpa para brisas e os pneus necessitam ser substituídos)
O software de condução assistida que da Tesla é o mais evoluído da indústria, estando a um curto passo da condução autónoma
Não são só as portas traseiras em borboleta que tornam o Model X… bizarro. O peso (2540 kg) é a antítese da definição de um automóvel tecnologicamente evoluído
Estão abertas as encomendas para o Model 3, com as entregas previstas para 2018. Cada uma das reservas já feitas teve que pagar cerca de 900 euros
O Model 3 esteve para se chamar Model E mas a designação estava reservada. O Model 3 terá uma autonomia superior a 340 quilómetros e custará cerca de 32 mil euros
A Tesla estará anunciar um monovolume de sete lugares, com três filas de bancos. Terá a plataforma do Model X. Produção em 2019
Segundo o NHTSA, a entidade que avalia a segurança dos automóveis comercializados nos EUA, o Model S é o carro mais seguro em circulação na América
A Tesla produzirá este ano 100 mil carros . Em 2018 pensa alcançar os 500 mil. Em 2016 nos EUA venderam-se 17 milhões de automóveis
A Tesla tem hoje uma capitalização bolsista de 46,4 mil de euros mas no final de 2015 não chegava aos 25 mil milhões
A primeira Gigafábrica Tesla (4,8 mil milhões de euros) criará 6500 empregos diretos numa estrutura que tem a dimensão de 60 campos de futebol
Em 2020 a Gigafábrica produzirá 500 mil baterias. Tantas quantas as que o mundo inteiro consumiu em 2014
A massificação da produção de baterias, possível graças à Gigafábrica da Tesla, fará com que o preço caia para cerca de 96 euros/kWh, um terço do valor de há quatro anos
Elon Musk quer colonizar Marte mas antes promete que o seu Hyperloop ligará São Francisco e Los Angeles em cerca de 35 minutos, a 1200 km/h
A Tesla utiliza as baterias mais pequenas do mercado. São idênticas às que usamos nos eletrodomésticos. Claro que em grandes quantidades
O modelo de negócio da Tesla é polémico. Todos os concessionários pertencem à marca. Algo que é proibido por lei em muitos estados norte-americanos

Bastou o anúncio de que a Tesla vendeu no primeiro trimestre  25 mil carros (mais 69% do que no mesmo período do ano passado) para que as ações da empresa disparassem, fazendo com que o valor total em bolsa batesse nos 46,4 mil milhões de euros, suplantando os 42,3 mil milhões da Ford e aproximando-se dos 48,25 mil milhões da GM. Como é possível que a Tesla, que nunca apresentou lucro (em 2016 reportou perdas superiores a 700 milhões de euros) e tem uma produção anual que pode este ano chegar aos 100 mil carros, suplante a centenária Ford, que em 2016 colocou no mercado 6,6 milhões de automóveis com um resultado positivo de 10 mil milhões de euros? A resposta parece simples: os investidores olham para o futuro e, se a Ford goza, no contexto atual, de uma solidez inquestionável, a verdade é que pouco está a fazer para se adaptar ao paradigma do futuro (a mobilidade elétrica e inteligente) onde a Tesla promete ser a referência.

O que se passa, afinal, é que enquanto analisam os números e o caminho que a Tesla está a fazer, os grandes investidores mundiais olharam com desconfiança para a intervenção direta de Donald Trump nos destinos da indústria automóvel americana (deve-se ao presidente americano a decisão da Ford de suspender a fábrica que tinha previsto construir no México) e, principalmente, para o regresso dos lóbis petrolíferos e consequente congelamento dos investimentos em investigação e novas tecnologias. É isto que está em causa.

Questões políticas (cruciais) à parte, Ford é passado, pelo menos para já; Tesla é futuro. Pelo menos de acordo com os dados disponíveis, onde se destaca a procura que está a registar o Model 3, a ser lançado dentro dois anos por cerca de 32 mil euros, o que permitirá que a empresa cumpra com a promessa de, nessa altura estar a produzir cerca de 500 mil carros/ano (cinco vezes mais do que agora…).

Importantes, também, para este olhar sorridente dos investidores e do próprio Elon Musk, claro – que assim junta mais uns “pozinhos” à sua fortuna avaliada em mais de 12 mil milhões de euros – são as perspetivas para a gigantesca fábrica de baterias de iões de lítio que a Tesla está a construir que, quando estiver concluída, terá a capacidade para produzir anualmente mais de 500 mil baterias. Simplificando, tantas quantas aquelas que foram feitas em todo o mundo, em 2014.

Afinal, a Tesla continua a deslumbrar e a surpreender-nos a todos. Mas, ainda assim, persistem desconfianças e a grande dúvida que muitos colocam continua a ter plena legitimidade: mas será que tudo isto tem sustentabilidade?

É também a isso que tentamos responder numa fotogaleria onde lhe trazemos 25 factos surpreendentes (e desconhecidos) sobre a Tesla.