Há uma aura especial que envolve Ushuaia, a cidade mais a sul do continente americano, por isso mesmo apontada como o “fim do mundo”. Só isso explica a atração quase magnética que um par de ruas emolduradas pela cadeia andina e pelo estreito de Beagle, com cafés confortáveis e lojas vulgares, exerce nos apaixonados pela aventura e pelas viagens exóticas.
O inverno no hemisfério norte, principalmente entre dezembro e março, é o momento ideal para visitar esta vasta região onde termina (ou começa) a Terra do Fogo, denominação dada pelo navegador português Fernão de Magalhães quando, em 1520, na expedição destinada a descobrir uma rota alternativa para a Índia, avistou ao longe uma terra repleta de fogueiras que serviam para aquecer os habitantes.
O rigor dos longos invernos, com neves persistentes e temperaturas (muito) negativas dá, na verdade, uma pequena trégua nesse período que é aproveitado por muitos visitantes seduzidos pela ideia de averbar no passaporte o carimbo daquela que é a última fronteira do mundo – a partir daqui, a cerca de 1300 km apenas as neves permanentes da Antártida, acessível exclusivamente aos navios das expedições científicas.
