Tata nega intenção de sair da Jaguar Land Rover

Texto: Nuno Fatela
Data: 13 Maio, 2019

Depois das informações de meios de comunicação franceses terem anunciado o fim das negociações para breve, o grupo indiano que detém a Jaguar Land Rover veio negar totalmente essas informações

“Não há qualquer verdade no rumor de que a Tata Motors procura deixar a sua participação accionista na Jaguar Land Rover”. A frase não podia ser mais explícita, e foi escolhida pelo grupo indiano para refutar as informações reveladas na última semana em meios de comunicação social franceses, e que diziam que a PSA, liderada por Carlos Tavares, estaria perto de fechar o negócio para passar a comandar os destinos das duas marcas britânicas.

 

Foi a Press Association que veio novamente trazer para os holofotes a possível venda da Jaguar Land Rover à PSA. A agência de comunicação disse que até já circula pelos gabinetes das marcas inglesas um “documento pós-integração”, onde são explicados os potenciais benefícios da integração dentro da esfera do grupo gaulês que detém a Peugeot, Citroën, DS e Opel. Além disso, é referida uma fonta interna a afirmar que longe das luzes da ribalta “as coisas estão a desenvolver-se rapidamente”, uma indicação de que as negociações estariam a avançar no bom sentido. No entanto, a Tata veio agora dizer que nem sequer há conversas, pois não deseja vender a sua participação na Jaguar Land Rover.

 

Os rumores sobre a possível expansão da PSA tem vindo a avolumar-se. Algo que até se explica depois do sucesso obtido na aquisição e revitalização da Opel, um caso que tornaria mais apelativo para outras marcas a inclusão dentro do grupo gaulês. Os rumores relativos a possíveis novas integrações têm vindo a centrar-se especialmente na Fiat-Chrysler (dando origem a um dos maiores fabricantes mundiais) e também na Jaguar Land Rover. Relativamente a esta última, o CEO da PSA, Carlos Tavares, não excluiu qualquer possibilidade de negócio. E ainda, quando questionado sobre a inclusão de outras marcas premium além da DS, concluiu que “depende do valor adicional que pode ser gerado”.

 

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Fonte: Autocar

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