Stellantis anuncia plataforma para mais de 30 modelos

A nova arquitetura STLA One vem juntar cinco plataformas numa só. Chega em 2027 e vai servir mais de 30 modelos das marcas do grupo Stellantis.

A Stellantis vai lançar a nova arquitetura modular STLA One em 2027, com o objetivo de substituir cinco plataformas atuais por uma única base técnica global. A nova solução deverá servir mais de 30 modelos e ultrapassar duas milhões de unidades produzidas até 2035.

Apresentada durante o Stellantis Investor Day, a STLA One faz parte do plano estratégico FaSTLAne 2030, um programa de investimento de 60 mil milhões de euros que pretende reduzir a complexidade industrial do grupo automóvel e aumentar a escala de produção.

Uma plataforma para vários segmentos

A nova plataforma foi concebida para cobrir os segmentos B, C e D, permitindo desenvolver desde utilitários compactos até SUV familiares e modelos de maiores dimensões.

A flexibilidade será um dos principais trunfos da STLA One, já que a arquitetura poderá variar parâmetros como distância entre eixos, comprimento, largura, altura ao solo e configuração mecânica.

Na prática, isto significa que diferentes modelos das várias marcas do grupo poderão partilhar uma única base técnica. Peugeot, Citroën, Opel, FIAT, Jeep ou DS passarão a utilizar uma arquitetura comum, ainda que os modelos mantenham identidades distintas.

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Até agora, a Stellantis trabalhava sobretudo com quatro plataformas principais — STLA Small, Medium, Large e Frame — além de soluções específicas para veículos acessíveis e comerciais.

A chegada da STLA One representa uma mudança de estratégia, apostando numa única plataforma modular para simplificar processos e reduzir custos de desenvolvimento.

Arquitetura preparada para várias motorizações

Outro dos destaques é a abordagem multienergias. A STLA One foi concebida para receber motorizações elétricas, híbridas e, em alguns mercados, motores exclusivamente a combustão.

A plataforma também foi preparada para baterias LFP (fosfato de ferro-lítio), consideradas mais acessíveis e menos dependentes de matérias-primas críticas. Além disso, terá integração cell-to-body, uma tecnologia que permite incorporar a bateria na própria estrutura do veículo, reduzindo peso, número de componentes e custos de produção.

A compatibilidade com arquitetura elétrica de 800 V é outra das novidades previstas, abrindo caminho para carregamentos mais rápidos nos futuros modelos elétricos da Stellantis.