SSC Tuatara: 1750cv com mira ao recorde de velocidade

Texto: Nuno Fatela
Data: 27 Agosto, 2018

Sete anos após ter estado em Peeble Beach como concept, chegou finalmente a poderosa versão final de produção do Tuatara SSC. Uma impressionante máquina, que pode alcançar os 1750 e que anuncia uma velocidade capaz de colocar este superdesportivo como o carro de produção mais rápido de sempre

Um nariz bastante baixo? “Presente”. Um capot alongado e com formas a lembrar um jato? “Presente”. Entradas de ar sobre as rodas? “Presente”. Apêndices aerodinâmicos na lateral e traseira que lhe garantem um Cd de referência colocado nos 0.276? “Presente”. Os agressivos traços de design, assinados em 2011 por Jason Castriota, para o concept do Tuatara SSC continuam a estar presentes sobre o chassis em fibra de carbono, agora que foi apresentada a versão final de produção deste hiperdesportivo, ajudando a manter intacto todo o seu fascínio. Tal como há sete anos, Pebble Beach foi o local escolhido para dar a conhecer este futuro candidato ao recorde do automóvel mais veloz de sempre.

Para prometer essa façanha é anunciado desde logo que o coeficiente de arrasto aerodinâmico que esta imponente imagem lhe confere, de 0.276Cd, é bem inferior ao dos seus adversários na luta por este título, com o Chiron a anunciar 0.36Cd e tanto o Agera como o Venom F5 a cotarem-se apenas com 0.33Cd. A isto junta um incrível nível de potência que não fica a dever em nada aos opositores, já que falamos de 1750cv quando se alimenta o poderoso V8 com Etanol E85. E esta combinação, segundo as estimativas da empresa, permite chegar “perto das 300 milhas por hora [480 km/h]”.

Coração não falta a este SSC Tuatara, que tem um bloco com oito cilindros (cada um deles alimentado por dois injetores) colocados em “V” , com 5,9l de capacidade, que se destaca por ter uma cambota achatada. Isto ajudou a colocar o ‘RedLine’ deste Twinturbo apenas nas 8800RPM, tratando-se de um propulsor que estará disponível com dois níveis de potência. Quando alimentado com gasolina de 91 octanas, a caixa manual robotizada de sete velocidades “apenas” envia 1350cv para as rodas traseiras, mas se utilizar o já referido Etanol E85 torna-se um adversário ainda mais temível para os outros superdesportivos com os seus 1750cv.

Foi ainda anunciado em Pebble Beach que, ao contrário do que estava originalmente previsto, este carro de 1247kg não terá a produção limitada a 40 exemplares, estando planeado que 100 unidades do SSC Tuatara venham a acelerar ferozmente pelas estradas. Sobre os preços, apenas existem ainda as estimativas de 2011, que apontavam para valores pouco acima de um milhão de dólares. Mas, com a inflação que levou carros como o novo Bugatti Chiron Divo para um patamar de cinco milhões de euros, não será de admirar que a marca americana gerida por Jerod Shelby se queira “esticar” um pouco mais…

 

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