Skoda Scala “A Guerra dos Tronos”

Texto: Nuno Fatela
Data: 10 Abril, 2019

É um dos mais importantes lançamentos da Skoda nos últimos anos e guiámo-lo pelos cenários de gravação de “A Guerra dos Tronos” na Croácia. E vem bem preparado para tentar conquistar o segmento C. Veja o nosso primeiro teste ao Skoda Scala, inspirado pela série que tem feito furor nos últimos anos…

O Scala está a chegar. O lema da Casa Stark, um aviso de que as coisas vão mudar, pode aplicar-se ao novo Skoda Scala, que não vem apenas suceder ao Rapid. Representa muito mais que isso e mostrou que vem com intenções de ser um dos principais Lordes na guerra do segmento C. Para tal, estreia a nova imagem do fabricante checo e traz novidades que mais nenhuma marca do Grupo Volkswagen tem.

Um pouco de Targaryen…

Como os sete reinos são dominados por duas ou três grandes famílias (Lanister, Stark, Tyrell) também o segmento C em Portugal tem sido dominado por três modelos. Falamos do Renault Mégane, o Peugeot 308 e o Volkswagen Golf. Mas, da mesma forma que Daenerys Targaryen atravessou os sete mares a partir do Leste para conquistar os sete reinos, a Skoda também vem do Leste europeu com ambição de repetir esse feito.

E, tal como os Targaryen tinham ligações aos sete reinos, também a Skoda tem uma relação com as “famílias” que dominam o segmento. Neste caso com o Grupo Volkswagen, origem da plataforma MQB A0, “armadura” que o Scala veste para a batalha. Não deixa de ser curioso como, usando a base do Polo, a marca checa consegue fabricar um modelo mais comprido (4,36 m) que o Golf (4,28 m). E fiel à identidade Skoda de ser bem generosa nos espaços. Exemplo disso são o anúncio do maior espaço para joelhos e altura nos bancos traseiros do segmento C,  a que junta uma bagageira com 467 L (extensíveis a 1410 L).

 

E um pouco de Snow

Da mesma forma que Jon Snow não era o líder dos Stark no arranque de A Guerra dos Tronos mas acabou por se tornar o Rei no Norte, também a Skoda quer fazer esse trajeto. O interior do Scala demonstra isso. Pela qualidade dos materiais e construção, e também por assumir no Grupo VW a dianteira num tema fulcral, o infotainment.

Não apenas esteticamente na combinação entre a instrumentação digital de 10,25’’ e o touchscreen de 9,2’’ mas especialmente pelo que se “esconde” neste segundo ecrã. Falamos da estreia da nova geração de softwares para infotainment e serviços do Grupo VW. O que significa aumentar o arsenal do Scala com armas como atualizações over-the-air, o e-call, aplicações e o Smart Link Plus. Destaque ainda para a possibilidade, num dos cinco grafismos do painel de instrumentos digital, de colocar os dados da navegação mesmo na frente do condutor.

Voltando a falar do 999º Comandante da Patrulha do Norte, Jon Snow, da mesma forma que a imagem deste personagem se altera ao longo da série, também na Skoda vemos essa mudança. A comparação estética entre o Scala e Rapid deixa isso bem visível. Falando deste antecessor, ele ocupava um lugar singular no mercado, mas acabava por não demonstrar aquilo que se espera de um líder. E essa atitude é algo que não falta no Scala. Não apenas nas qualidades interiores, como os bons acabamentos e materiais, mas também no exterior.

Em relação ao Rapid, a marca checa quase muda do Inverno para o Verão (ou do gelo para o fogo). É “quente” o estilo do Scala, com linhas bem sedutoras enobrecidas por detalhes como o grande teto panorâmico, os piscas dinâmicos e o spoiler no prolongamento do teto. Claramente uma imensa evolução, comprovada pelo modelo estrear a nova identidade estética da marca. O que significa que no elegante vidro traseiro estendido está já embutido o nome Skoda em letras bem visíveis, substituindo o habitual logo da marca.

 

Os três dragões do Scala…

Como os bons da fita em “A Guerra dos Tronos” contam com os dragões Drogon, Vyseris e Raeghal, o Scala terá também três motores para dar fogo à sua ambição. São os gasolina 1.0 TSI de 95 cv e 116 cv, juntamente com o Diesel 1.6 TDI de 116 cv. O mais frugal surge apenas com caixa manual de cinco, mas os dois blocos mais potentes permitem escolher a automática DSG de sete relações ou a manual de seis.

Tivemos já oportunidade de ver como o Scala “voa baixinho”, com o bloco 1.0 TSI de 116 cv * a trabalhar sempre perto das 1500 RPM praticamente sem ruídos ou vibrações. O percurso citadino comprovou a sua eficiência, já que os 6.0 l/100km ficam pouco distantes da média combinada de 5.0 l/100km anunciada pela marca para a versão de 95 cv. Com o 1.6 TDI, obviamente um pouco mais sonoro mas sem se tornar incomodativo, ficámos com um registo de 4,8 l/100km num percurso misto principalmente em vias secundárias, também próximo dos 4,2 l/100 km indicados pelo fabricante checo.

* (inicialmente foi indicado que se tratava do motor de 95cv, mas foi um erro pelo qual pedimos desculpa)

O Scala está a chegar

Será já no final de maio que o Skoda Scala chega a Portugal, numa primeira fase apenas com motor a gasolina (o Diesel estará disponível para encomenda, mas chega no final de julho). Surgindo no nível de equipamento Ambition apetrechado com A/C automático, Smart Link, jantes de 16’’ e sistema e-call, o mais elevado Style significa obter o cockpit virtual, a navegação mais evoluída ‘Amundsen’, jantes de 17’’ (opção de 18’’) e retrovisores elétricos.

O Scala vem para a “Guerra dos Tronos” no segmento C com preços desde 21.800€ para o 1.0 TSI de 95 cv, contemplando garantia de 4 anos ou 80.000km. Um valor bastante competitivo para a temível batalha que o modelo checo vai enfrentar, abaixo dos níveis de acesso aos rivais 308, Mégane e Golf. Será o novo membro da Casa Skoda capaz de superar os adversários? Isso é algo para ficar a saber nos próximos episódios…

 

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