O Citroën DS surgiu como o herdeiro do “Traction” (1934/1957) de acordo com o projeto VGD (veículo de grande difusão) traçado por Pierre-Jules Bulanger, CEO da marca francesa. A sigla DS lê-se “déesse”, que em francês significa deusa. Mas o modelo teve várias alcunhas e na fase inicial do desenvolvimento, os engenheiros chamaram-lhe “hipopótamos”.
Mais tarde, cada mercado arranjou o seu nome: em Espanha foi apelidado de “torpedo” e em Portugal ficou conhecido como “boca de sapo”. Ao mesmo tempo, a Citroën apresentou o ID, uma declinação simplificada do DS, denominada ID, que se lê “idée” e soa como a palavra francesa, que significa ideia.
A forma arrojada, que ao longo dos anos veio a ser referida por vários reputados designers como o carro que gostariam de ter projetado, foi criada pelo escultor e designer italiano Flaminio Bertoni, em colaboração com o engenheiro aeronáutico André Lefèbvre, que contribuiu para o apuro da eficácia aerodinâmica e em detalhes como o original sistema Venturi, que garantia a refrigeração dos travões.
