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“Uma sala sobre rodas”. Rimac desvenda o robotáxi Verne

Texto: Francisco Cruz
Data: 27 de Junho, 2024

Tal como prometido e apesar da estranheza que tal possa provocar, a Rimac acaba de dar a conhecer o primeiro robotáxi da sua (ainda curta) história. Solução de mobilidade a que foi dado o nome de Verne e que, embora com chegada prevista apenas para 2026, anuncia-se, desde já, não como um carro, mas como uma nova solução de mobilidade… e negócio.

Batizado com um nome que vai buscar a inspiração a Júlio Verne, autor de clássicos da literatura de aventuras como “20.000 Léguas Submarinas”, “Viagem ao Centro da Terra” e “A Volta ao Mundo em 80 Dias”, o Verne será, de resto, mais do que um mero veículo, mas todo um novo ecossistema com que Mate Rimac, o fundador da marca de hiperdesportivos elétricos Rimac Automobili, pretende revolucionar a mobilidade nas grandes cidades.

Sobre o veículo, descrito como um robotáxi 100% elétrico capaz de tranportar passageiros do ponto A ao ponto B, graças à plataforma MobileMe Drive e à tecnologia de condução autónoma de Nível 4, a Rimac refere que, embora autónomo na condução, não deixará de permitir aos ocupantes adequarem a seu gosto parâmetros como a temperatura a bordo, a iluminação, o nível de conforto e até mesmo o aroma sentido no interior. 

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Tudo isto, de forma a que as viagens feitas a bordo, “não de um carro, mas de uma sala sobre rodas”, conforme afirma o responsável pelo Design, Adriano Mudri, em declarações à Top Gear, transmitam, a cada um dos utilizadores, sempre as mesmas sensações, ainda que“nunca possam tornar-se proprietários do veículo”.

Concebido de dentro para fora, as formas do Verne procuram dar primazia à habitabilidade, maximizando o espaço para pernas, que o fabricante garante ser maior do que num Rolls-Royce. Isto, ao mesmo tempo que o exterior esconde câmaras, radares e sistemas LiDAR que permitem ao automóvel deslocar-se sem intervenção directa humana.

Quanto ao facto de apenas poder transportar duas pessoas, a Rimac explica que sondagens revelaram que 90% do táxis viaja, no máximo, com dois passageiros a bordo. Sendo que, consequência, também, desta configuração, o Verne passa a poder dispor de uma bagageira onde transportar mais coisas.

Sem pedais ou volante, mas apenas um botão entre os bancos que serve para iniciar ou finalizar a viagem, os passageiros viajam sentados em frente a um ecrã gigante de 43 polegadas, onde poderão ser reproduzidas vários tipo de entretenimento ou informações sobre a viagem. Existindo, ainda, um segundo ecrã, sensível ao toque, através do qual podem ser controlados os sistemas acessórios do veículo.

Ainda segundo o fabricante croata, parte vital deste novo ecossistema é a chamada “Nave-Mãe”, infraestrutura responsável por fazer a manutenção diária dos veículos, inspeccioná-los, recarregá-los e limpá-los. Existindo, desde já, a garantia de que o Verne será construído com materiais específicos capazes de suportar o uso diário e intensivo, e até mesmo utilizações indevidas.

Para 2026… na Croácia

A terminar, dizer apenas que a Rimac tem previsto que o Verne possa começar a chegar às ruas de Zagreb, capital da Croácia, em 2026, antes de avançar para a internacionalização. Sendo que, dos planos, fazem parte, para já, o Reino Unido, Alemanha e Médio Oriente.

Entretanto, a empresa está igualmente a construir a primeira unidade de produção destes veículos, na Croácia.