Porque fechou a fábrica da Honda no Reino Unido?

Texto: Filipe Bragança
Data: 22 Fevereiro, 2019

O ex-Presidente da Honda no Reino unido explica as cinco razões que levaram os japonenses a cessar a sua produção, na fábrica de Swindon.

A Honda foi a primeira marca automóvel a anunciar o encerramento da sua fábrica no Reino Unido. Poucos dias após confirmar o fecho da fábrica de Swindon, sabem-se agora as razões que levaram esta decisão.

De acordo com Philip Crossman, ex-responsável da marca nas ilhas britânicas, a fábrica e os seus trabalhadores foram vitimas de “estarem no lugar errado à hora errada”. É assim que Crossman justifica esta decisão e aponta cinco razões que se revelaram determinantes nesta decisão, que levará a perda de aproximadamente 10.000 postos de trabalho de forma directa e indirecta. Saiba quais na fotogaleria seguinte

1. As mudanças no mercado automóvel mundial
As vendas na China e nos Estados Unidos caíram, nestes mercados que são fulcrais para a Honda. Com a marca a ter apenas 0,8% de quota no mercado europeu, há que concentrar esforços onde mais importa
2. A inesperada quebra de vendas na China
Problemas com um modelo tiveram forte impacto nas vendas neste território. Esta situação revelou-se num um duro golpe para a reputação da marca, e seguramente também é tida em conta nos investimentos
3. Inapta para a eletrificação
Os avultados investimentos que seriam necessários para preparar esta unidade de produção para a eletrificação é considerada a razão principal para a saída
4. O novo acordo comercial Euro-Japonês
Com a eliminação das tarifas de importação de carros japoneses, nos próximos oito anos, reduz o preço na Europa dos automóveis fabricados no Japão
Em sentido contrário, a falta de acordo relativo ao Brexit significa que serão introduzidas taxas alfandegárias de 10%, seguindo as regras da OMC. Era precisamente o que pagavam antes os carros 'Made in Japan'
5. A incerteza em torno do Brexit
Esta situação terá causado algum desconforto no seio da Honda, e oficialmente, a marca afirmou que o Brexit não foi um factor determinante na decisão do encerramento da fábrica
Mas Philip Crossman admite que se vive um período conturbado que não abona a favor da confiança das grandes empresas em investir nesse território

 

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Fonte: autocar.co.uk

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