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Novo Renault Zoe: a grande revolução no elétrico francês

Texto: Marco António
Data: 11 Novembro, 2019
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Sete anos depois da primeira versão, com melhoramentos pelo meio é certo, o Renault ZOE é um dos carros elétricos mais vendidos na Europa. Por isso, não admira que tivesse sido alvo agora de modificações profundas.

 

 

Se por fora as diferenças não são muito grandes, pois, como diz o velho ditado “na equipa ganhadora não se mexe”, por dentro, o cenário é completamente diferente. Além disso, oferece mais autonomia e tempos de carga mais rápidos.

Assim, numa tomada doméstica (3,7 kW), uma carga total demora 9h25m, enquanto num posto de 11 kW consegue energia para percorrer 125 km em cerca de 1 hora, enquanto nos carregadores ultrarrápidos de 50 kW bastam 30 minutos para andarmos 150 km.

 

Esta “nova” bateria tanto pode alimentar o motor de 80 kW de potência como o novo motor elétrico de 136 cv, cuja autonomia anunciada é de 386 quilómetros.

 

 

Outra característica que melhorou imenso foi a capacidade de regeneração de energia produzida durante a desaceleração e a travagem. Isso torna-se evidente quando selecionamos o modo “B” no comando da transmissão, agora com um design diferente.

 

Em estrada ou na cidade, basta anteciparmos o momento em que retiramos o pé do acelerador e imediatamente a desaceleração produzida substitui a travagem que seria necessária, com vantagens significativas em termos de aproveitamento da energia. Para os que apreciam menos essa sensação, que por vezes pode parecer estranha e requer habituação, existe o modo “D”.

 

Numa utilização que já dura dois dias, conseguimos um consumo de 14 kWh/100 km. A manter este consumo e com a bateria totalmente carregada, conseguimos facilmente alcançar uma autonomia da ordem dos 400 km.

 

Numa utilização sem cuidados especiais, acreditamos que a autonomia real é aquela que a marca anuncia para o ciclo WLTP, o que é mais do que suficiente para aquela que á a verdadeira vocação da mobilidade elétrica

 

Com esta autonomia, o ZOE está apto para cumprir uma semana de deslocações ao redor e na cidade com um único carregamento, a que corresponde um custo pouco superior a dois euros por cada centena de quilómetros.

 

Mas a evolução desta nova geração do ZOE não se limita à melhoria da performance elétrica e se, exteriormente, o destaque vai para a parte da frente com um novo desenho, no interior, a metamorfose é grande.

 

Para além da qualidade ter aumentado por via de novos materiais, o desenho do tablier é muito diferente, com destaque para o ecrã digital central tipo tablet igual ao do Clio onde o sistema de navegação está programado para sugerir os percursos que melhor potenciam a eficiência energética

 

Considerando os consumos alcançados, o novo ZOE custa qualquer coisa como 2,6 euros em energia elétrica. Tendo em conta o aluguer da bateria, o preço desta versão com o motor de 135 cv é de 26 mil euros

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