Novo Renault Captur: as mudanças começam por dentro (vídeo)

Texto: Filipe Bragança
Data: 3 Julho, 2019

O novo Captur apresenta um visual totalmente novo, em especial ao nível dos interiores.

Desde o seu lançamento em 2013, que o SUV da Renault se assumiu como o best-seller da sua classe, no mercado europeu, tendo registado um volume de vendas de aproximadamente 1,2 milhões de unidades. Vendido nos cinco continentes, o Captur viu agora a a sua produção ser confirmada na China. Onze centímetros mais comprido e com 81 litros de capacidade de carga extra, este automóvel promete ‘capturar’ muitos interessados.

Como não podia deixar de ser, a marca francesa não quis que o seu SUV perdesse a essência que lhe confere tanto sucesso. Ainda assim, a equipa por detrás deste novo modelo viu a oportunidade de fazer algumas melhorias ao nível da tecnologia e da estética. Essas transformações ganham relevo no interior deste veículo, agora muito mais moderno, à imagem da oferta em automóveis de gama superior.

O SUV está no centro dos planos para o futuro, da marca do losango, que para além da electrificação, prevê a introdução de sistemas de condução autónoma, em pelo menos 12 veículos da sua frota, dentro de dois anos. O Captur já foi confirmado como um dos carros que irá ser pioneiro na utilização desta tecnologia. Este foi apenas o segundo carro a ser montado sobre a nova plataforma ‘CMF-B’, que a última geração do Clio (V) acaba de estrear.

Em termos estéticos comecemos pelo interior, capítulo que mais se destaca neste modelo actualizado. A revolução estendeu-se aos quatro cantos do habitáculo e traduzem-se num ambiente mais moderno ao nível daquele oferecido em automóveis de gamas superiores. A nova consola central, painéis e bancos, conferem um ambiente muito mais exclusivo comparativamente ao modelo de 2016. O destaque bem podia ir para o novo ecrã táctil do sistema de infotainment, que para além de ser o maior dentro da classe, foi desenvolvido para ser mais ergonómico para o condutor. Mas nesta situação, é o conjunto que merece as honras, que com as suas diversas combinações de cores opcionais, elevam o Captur a outros patamares.

Ainda que a Renault tenha apostado as fichas todas na modernização do habitáculo, o exterior deste automóvel não foi negligenciado. Com uma grelha mais larga e os faróis em ‘C’ idênticos aos adoptados pelos novos carros da marca, também aqui houve espaço para alterações, ainda que subtis. Nota ainda para o conjunto de frisos cromados que ‘c,om pouco esforço’, conferem um carácter distinto em relação ao modelo antigo. As três cores exclusivas – ‘Atamaca Orange’, ‘Flame Red’ e ‘Iron Blue’e as luzes em ‘Full-LED’, disponíveis de série, completam o leque de novidades.

No capítulo das motorizações, o Captur encontra-se equipado com uma de motores, a gasolina e Diesel, que foram redesenhados e que oferecem potências que se estendem dos 95 aos 155 cv, apoiadas por um leque de transmissões de caixa manual ou automática. A partir do próximo ano, juntar-se-à uma versão ‘plug-in’ híbrida baptizada de ‘E-Tech Plug’. A Renault garante que à data de lançamento, esta será a motorização com maior autonomia dento da classe. Os franceses garantem 45 km, e uma velocidade máxima de 135 km/h, em modo 100% eléctrico.

Outras estreias neste modelo são a câmara de 360º, e o sistema de travagem de emergência, disponíveis como opcionais.

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