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A nossa primeira experiência com o novo Audi A8

Texto: Sérgio Veiga
Data: 6 de Outubro, 2017

Apesar do seu comprimento que ultrapassa os cinco metros, bem se pode dizer que o novo Audi A8 é um concentrado de tecnologia, tal a quantidade de sistemas “embarcados”, alguns deles inovadores e outros tão novos que… só no próximo Verão estarão disponíveis! Pudemos experimentá-lo, pela primeira vez, em Valência e a impressão que o novo “navio-almirante” da marca de Ingolstadt deixou não podia se melhor.

É óbvio que o A8 concorre no mesmo segmento de luxo dos Mercedes Classe S e do BMW Série 7, mas o espírito do Audi é ligeiramente diferente. Não tão opulento no interior por opção, mas com um ar mais limpo, com ar mais tecnológico, pela adopção dos dois ecrãs táteis centrais e quase ausência de botões. Mas o funcionamento dos ecrãs obriga a carregar com um pouco mais de força que o normal, a meio caminho ente um ecrã táctil e um botão, uma forma inteligente de evitar activar funções inadvertidamente.

Tudo agora no interior do A8 é «touch», até os comandos no volante. Este nível de tecnologia está presente em toda a nova geração do modelo de topo da Audi, com nova plataforma, sistema eléctrico de 48 V que suporta enorme quantidade de dispositivos electrónicos de ajuda à condução, alguns dos quais só poderão se lançados mais tarde. É o caso do «park pilot» – o carro arruma-se sozinho, até através de uma App num telemóvel ou evita obstáculos num estacionamento – que estará disponível no Verão de 2018, ou da condução autónoma de Nível 3 que continua à espera de legislação para ser “libertada”.

A nível dinâmico, o novo A8 conta com sistema de quatro rodas direccionais (de série em Portugal) que o torna muito mais ágil e consegue reduzir o raio de viragem da versão longa (5,3 m de comprimento) para valores semelhantes aos de um A4! Tivemos ocasião de experimentar a mesma manobra com e sem as quatro rodas direccionais e só este sistema nos permitiu fazê-la à primeira tentativa… Este dispositivo fará parte do equipamento de série dos A8 à venda em Portugal, a partir de Novembro.

Opcional será a suspensão activa que até pode ser enriquecida com um sistema que lê a estada, adaptando o carro antes de passar pela irregularidade do piso, elevando-o. Também experimentámos passar por elevações com 8 e 12 cm de altura e ficámos impressionados como… mal demos por elas! O mesmo sistema serve ainda para outra inovação em termos de segurança passiva que também pudemos sentir, numa simulação de colisão lateral, quando o carro consegue elevar o lado que vai ser colhido em 8 cm, mitigando os efeitos do embate!

É verdade que o «design», olhando para as fotos, pode levar muitos a comentar que este A8 é «mais do mesmo» mas, neste caso específico, ao vê-lo ao vivo percebemos como é injusto o raciocínio… Há, de facto, uma evolução dando a este A8 um ar mais dinâmico, também aqui se destacando dos mais imponentes mas «pesadões» concorrentes alemães. E a condução confirma um compromisso tremendamente difícil de encontrar, muito ajudado (na unidade ensaiada) pela suspensão activa: no modo confort o carro desliza «sobre» a estrada mas aguenta uma condução rápida; no dynamic dá provas de insuspeita agilidade mas nunca perde o conforto que se exige a um segmento de luxo.

O Audi A8 chegará a Portugal já em Novembro, inicialmente apenas com os motores V6 3.0: TDI de 286 cv e TFSI de 333 cv. Nos primeiros meses de 2018 chegarão os V8 4.0 (TDI de 435 cv e TFSI de 460 cv) e o majestoso W12 de 585 cv, este apenas disponível na carroçaria longa, enquanto todos os outros podem ser encomendados em qualquer das versões.