MG vai fabricar carros elétricos em Espanha

A SAIC Motor escolheu Espanha para instalar a primeira fábrica europeia da MG. O projeto poderá arrancar já no próximo ano com o novo MG2 elétrico

A MG vai fabricar carros elétricos em Espanha. Segundo informações avançadas pela Bloomberg, a SAIC Motor, o grupo chinês que detém a marca MG, escolheu Espanha em vez da Hungria para instalar a sua primeira fábrica europeia de veículos elétricos.

Embora a decisão ainda não tenha sido oficialmente confirmada e continuem por definir detalhes como o valor do investimento, a capacidade produtiva e o calendário final, o plano aponta para o arranque da operação em 2027.

O primeiro modelo produzido deverá ser o MG2, um utilitário elétrico do segmento B pensado para rivalizar diretamente com modelos como o Renault 5 elétrico e o Volkswagen ID. Polo.

A escolha de Espanha representa uma mudança importante no mapa industrial europeu. Nos últimos anos, a Hungria tornou-se o principal destino de investimento automóvel chinês na Europa, com projetos da BYD, CATL e NIO.

Ainda assim, a SAIC acabou por privilegiar o mercado espanhol devido à experiência industrial acumulada, à existência de uma cadeia de fornecedores consolidada e ao forte desempenho comercial da MG no país.

Em 2025, a marca registou mais de 307 mil matrículas na Europa, consolidando-se como a fabricante chinesa mais vendida no continente. No primeiro trimestre de 2026, a MG manteve a liderança, embora a BYD esteja a ganhar terreno rapidamente.

A Galiza surge como a localização mais provável para a nova fábrica. A proximidade ao porto de Vigo, a presença de fornecedores ligados à Stellantis e a infraestrutura logística existente reforçam a candidatura galega.

Aragão também foi apontada como hipótese, sobretudo pela experiência da fábrica de Figueruelas, onde serão produzidos modelos elétricos da Leapmotor.

Numa fase inicial, o projeto deverá avançar através de um modelo CKD (Complete Knock Down), no qual o carro é enviado em peças para ser montado no mercado de destino, neste caso em Espanha. O objetivo é reduzir custos e acelerar o início da produção, antes de uma eventual transição para fabrico completo na Europa.