Mercedes EQC chega em outubro por 78 540 €

Texto: António Amorim
Data: 17 Maio, 2019

O SUV elétrico puro da Mercedes terá um posicionamento de preço ligeiramente abaixo dos concorrentes diretos Jaguar I-Pace e Audi e-tron quattro.

Estará disponível em Portugal em outubro, por 78 450€ na versão base, com os seus dois motores elétricos, um por eixo, a debitarem uma potência combinada de 408 cv (300 kW) e com uma sofisticada tablete de baterias de lítio no piso, com arrefecimento líquido e blindadas numa estrutura de segurança, com 80 kWh de capacidade e capazes de lhe assegurar, sem stress, mais de 400 km de autonomia.

Num contacto alargado feito pelas estradas dos arredores de Oslo, ficámos rendidos a três principais caraterísticas deste elétrico. A primeira é o seu sublime silêncio de rolamento, muito superior ao dos outros carros elétricos, já de si silenciosos. A segunda é a forma como disfarça os seus 2500 de peso em vazio, com uma agilidade verdadeiramente surpreendente e um equilíbrio dinâmico que transmite entusiasmo e segurança, mesmo em curva. A terceira é a souplesse com que tudo está afinado, incluindo os travões, muito mais doseáveis e progressivos que os da generalidade dos carros eletrificados, devido à interação perfeita entre a travagem regenerativa e a travagem mecânica.

Uma quarta caraterística do EQC pode ser interpretada como negativa no início mas depois, com o uso e habituação, passa para o lado das virtudes: a complexidade inicial resultante dos inúmeros sistemas, informações e pontos de entrada para o interface existentes neste carro.

Primeiro, o Dynamic Select: são cinco modos de condução, cada um com as suas caraterísticas. Um Comfort que entra por defeito quando se liga o carro e que assume a sua personalidade Mercedes. Um Eco que olha pela poupança energética, um Sport que permite usufruir das potencialidades ímpares de um par de supormotores elétricos, um Individual para configurar ao nosso gosto e um Max Range que, tal como o nome indica, dá prioridade à autonomia máxima, indo ao ponto de tornar o carro semi-autónomo e capaz, por exemplo, de decidir reduzir a potência caso a autonomia até à próxima estação de recarga esteja em risco.

Depois, o ECO Assist, que permite ao condutor influenciar diretamente o nível de recuperação energética por via da desaceleração. Está localizado nas patilhas do volante e funciona em quatro patamares manuais mais um automático. Na patilha da esquerda aument-ase o grau de regeneração, o que se traduz num maior efeito de “travão-motor” nas desacelerações, e que é especialmente aproveitável nas descidas acentuadas e prolongadas, por exemplo, quando se desce uma estrada de montanha. No seu modo mais intenso (D–), cgeda a ser possível guiar o EQC só com o pedal do acelerador, já que o alívio do mesmo funciona como travão. Na patilha da direita soltam-se mais as rodas, reduzindo o efeito de regeneração, até ao ponto da “roda livre”, sem qualquer efeito de regeneração, útil, por exemplo, numa reta longa e plana, onde convém deixar o carro deslizar. No modo automático do ECO Assist o EQC faz a sua própria gestão da regeneração., utilizando até as informações no sistema de navegação inteligente.

A recarga do EQC pode demorar, na melhor das hipóteses (num super carregador com mais de 110 kW de capacidade) 40 minutos para uma recarga de 10 a 80 por cento. Numa situação normal, com o carregador de séroe de 7,5 kW e ligado a uma tomada caseira, a recarga demora 11 horas.

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