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Mercedes-AMG GT Coupé. Agora com quatro lugares

Texto: Ricardo Machado
Data: 19 de Agosto, 2023

A segunda geração do Mercedes-AMG GT Coupé reflete as preocupações de uma, aparentemente, vasta maioria de utilizadores: funcionalidade. Seria legítimo pensar em mais potência ou controlo de movimentos da carroçaria, mas os condutores querem um AMG GT mais apto para as voltas do dia-a-dia.

Pelos vistos há quem utilize o Mercedes-AMG GT para ir para o trabalho e, provavelmente, deixar os miúdos na escola. Daí a necessidade de um par de bancos traseiros, pequenos e tão pouco práticos como os do Porsche 911. E se os clientes pedem, a Mercedes produz.

Porque nem todos os clientes precisam de um espaço extra para depositar malas ou casacos, os bancos traseiros são uma opção. Optar pelo coupé de dois lugares significa prescindir da funcionalidade que permite estender a bagageira até às costas dos bancos dianteiros. É a diferença entre ter 321 ou 675 litros.

Maior solidez

Esta versatilidade é possível graças à utilização da arquitetura modular desportiva estreada no Mercedes SL. Uma estrutura leve, do estilo spaceframe, que utiliza uma combinação de alumínio, aço, magnésio e materiais compósitos.

O tejadilho acrescenta a solidez necessária para ultrapassar os níveis de rigidez torcional do SL. A este elemento juntam-se importantes reforços na zona do motor e respetivos apoios. Não está prevista nenhuma versão descapotável, uma vez que esse papel cabe ao SL.

Comparado com a primeira geração, o novo Mercedes-AMG GT Coupé esticou 159 mm para os 4728 mm. A distância entre eixos chega aos 2,70 metros, mais 70 mm, condicionando o desenho exterior. Continua desportivo, mas perde a desproporção entre o tamanho do capot e o habitáculo.

Só gasolina

Por enquanto, o novo Mercedes-AMG GT Coupé escapa à eletrificação. É inevitável, mas as primeiras unidades só terão de se preocupar com a norma de emissões Euro 7. Isto significa que sob o capot trabalha um V8 de quatro litros, com dois turbos no interior do V e a tradicional assinatura do técnico responsável pela montagem.

V8 do Mercedes-AMG GT Coupé
O V8 de quatro litros e 585 cv tem apoios de motor ativos

São 585 cv e 800 Nm entre as 2500 e as 5000 rpm, que chegam às quatro rodas depois de passarem pela caixa multi embraiagem AMG Speedshift MCT9. E temos duas grandes novidades. Primeiro: o Mercedes-AMG GT Coupé troca a tração traseira pelas quatro rodas motrizes.

Esta opção conduz à segunda novidade: a caixa deixa de estar instalada no eixo traseiro, para formar uma unidade com o V8. Também inédito é o eixo traseiro direcional. A suspensão de duplos triângulos com amortecimento adaptativo nos dois eixos recebeu uma afinação específica, mais firme que a do Mercedes SL.

Jante do Mercedes-AMG GT Coupé
Pela primeira vez a tração chega ao eixo dianteiro do Mercedes-AMG GT Coupé. O eixo traseiro direcional também é novidade

Zero aos 100 km/h em 3,2 segundos

Apesar das maiores dimensões se fazerem sentir nos 19701 kg, o AMG GT Coupé não perdeu qualidades face à primeira geração. O Mercedes-AMG GT 63 4Matic+ Coupé promete acelerar até aos 100 km/h em 3,2 segundos e tocar os 315 km/h.

Com uma versão menos musculada do V8 de quatro litros, o Mercedes-AMG GT 55 4Matic+ Coupé precisa de 3,9 segundos para executar a prova de sprint e ativa o limitador de velocidade nos 295 km/h. O novo AMG GT Coupé chega no final do ano, com os preços a serem conhecidos mais perto da data de lançamento.