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Apesar de recuperação em julho. Mercado automóvel português continua em queda

Texto: Carlos Moura
Data: 2 de Agosto, 2022

O mercado automóvel português continua em queda, com uma diminuição das vendas de 4,1% nos ligeiros de passageiros nos primeiros sete meses deste ano. No entanto, em julho já se assistiu a uma recuperação de 17,1%. Será para manter?

O mercado automóvel português mantém a tendência de quebra nas vendas nos primeiros sete meses de 2022, apesar de se ter assistido a uma recuperação no mês de julho, que, no entanto, foi insuficiente para contrariar a diminuição do volume acumulado de matrículas face a igual período do ano anterior.

Segundo dados da ACAP – Associação Automóvel de Portugal, entre janeiro e julho de 2022 foram matriculados 89.944 automóveis ligeiros de passageiros, o que constitui uma diminuição de 4,1% face a período homólogo do ano anterior. 

Os veículos a gasolina representam 43,4% do mercado, enquanto as motorizações diesel estão a registar uma forte quebra, não indo além dos 18,4% das vendas. Em subida estão as energias alternativas, que já constituem 38,2% do total. 

Nos eletrificados, o híbridos convencionais (HEV) detém a maior quota do segmento, com 15.5%, seguindo-se os elétricos a bateria (BEV) com 9,9%, os híbridos recarregáveis externamente (PHEV), com 9,8%, e as outras soluções não vão além de 3,0%.

Peugeot é a mais vendida

Em termos de marcas, a Peugeot foi a mais vendida nos primeiros sete meses de 2022, com 10.313 unidades, menos 3% do que em igual período de 2021. No segundo lugar da tabela da ACAP surge a Mercedes-Benz, com 6309 unidades, que conheceu um decréscimo de 16,7%, e na posição mais baixa do pódio, a Renault, que matriculou sete unidades menos do que a sua concorrente germânica, mas a diminuição nas vendas foi superior (-38,3%).   

A quarta posição é ocupada pela Toyota, que foi uma das marcas que viu as matrículas aumentarem 20% para 6220 unidades entre janeiro e julho de 2022.

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Entre as marcas com mais de 500 unidades matriculadas nos primeiros sete meses deste ano há que registar ainda os crescimentos, da Cupra (248,6%), da Dacia (98%), da Tesla (68,7%), da DS (46,5%), da Kia (42,8%), da Mitsubishi (27,9%) e da Honda (24,8%).

Apesar da tendência de quebra nas vendas no acumulado dos sete primeiros meses de 2022, em julho já se assistiu a uma recuperação de 17,6% do volume de matrículas, indiciando que as marcas já estão a receber mais unidades para satisfazer as encomendas, cujos prazos de entrega podem variar, nalguns casos, de seis meses até um ano.