Publicidade

As marcas chinesas já aí estão. Conheça a oferta e preços

Texto: Carlos Moura
Data: 4 de Fevereiro, 2024

As marcas chinesas de automóveis ou detidas por empresas daquele país já aí estão e a sua oferta é bastante diversificada. Atualmente já são quatro marcas nos ligeiros de passageiros, ao que se juntarão em breve mais três, representadas pela Salvador Caetano.  

Quem teve oportunidade de visitar o último salão IAA Mobility, realizado no passado mês de setembro em Munique, não pôde deixar de se aperceber da forte presença chinesa naquele certame. Algumas marcas já eram, ou passaram a ser, familiares aos portugueses como a BYD, a MG ou a smart (estas últimas de origem europeia, mas detidas na totalidade ou parcialmente por construtores chineses), mas outras eram ilustres desconhecidas, como a Dongfeng, a Seres, a Forthing ou a Leapmotor.

Se a intenção de algumas dessas marcas eram darem-se a conhecer ao público europeu em geral e germânico em particular, existem outras que apostam mesmo em entrarem no mercado do Velho Continente e algumas já estão em comercialização no mercado nacional. 

Como já vem sendo habitual com os asiáticos, primeiro vieram os comerciais ligeiros, para avaliar a recetividade do mercado, casos da DFSK ou da Maxus, e depois vieram os ligeiros de passageiros.

Atualmente encontram-se em comercialização as marcas Aiways, BYD, MG e a smart, mas já estão na calha outras para virem para o nosso país, como a Voyah, Dongfeng e M-Hero. A maioria da oferta é constituída por viaturas elétricas a bateria, mas ainda existem algumas propostas híbridas plug-in ou mesmo a gasolina.

Os preços são competitivos face às propostas europeias, mas estão longe de ser da loja do “euro” porque o patamar de qualidade já é elevado e isso paga-se, assim como o kWh de capacidade da bateria no caso dos elétricos. 

Aiways

Uma das primeiras marcas chinesas de ligeiros de passageiros a vir para Portugal foi a Aiways, estando a importação a cargo da Astara. 

Jovem fabricante de automóveis exclusivamente elétricos cujo nascimento teve lugar apenas em 2017, na cosmopolita Xangai, a Aiways – nome que, caso não saiba, nasce da frase em inglês “Ai is on the way”, sendo que a primeira palavra, ‘Ai’, significa, em mandarim, ‘Amor’ – é um dos muitos construtores chineses que nasceram em pleno boom da mobilidade elétrica e com ambições declaradas de internacionalização.

No nosso país, a oferta arrancou com o Aiways U5, um SUV de aspeto vanguardista, equipado com um motor elétrico com 150 kW (204 cv) de potência e 315 Nm de binário, alimentado por uma bateria de 63 kWh, que proporciona uma autonomia superior a 400 quilómetros. A tração é assegurada exclusivamente pelas rodas dianteiras. O U5 Prime está disponível, para particulares, a partir de 49 900 euros.

Entretanto, a Aiways reforçou a sua oferta com um segundo modelo, o U6, que consiste num SUV-Coupé construído a partir da mesma base do seu antecessor, mas o motor elétrico desenvolve 160 kW (218 cv). Os valores do binário (315 Nm) e autonomia (405 km) são iguais. O Aiways U6 custa mais 2500 euros do que o U5.

BYD

Maior fabricante chinês de automóveis de baixas emissões, a BYD lançou uma ofensiva no mercado europeu e também já está presente em Portugal através da Salvador Caetano. Atualmente, a marca já comercializa cinco modelos: Atto 3, Dolphin, Han, Tang e Seal.

O BYD Atto 3 é um SUV de segmento C que combina um design esguio e dinâmico com uma tecnologia pioneira de veículos elétricos que foi desenvolvida tendo em conta a segurança, a eficiência e a performance. Este modelo vem equipado com uma bateria de 60,48 kWh, que alimenta um motor elétrico de 150 kWh (204 cv), o qual permite uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em 7,3 segundos. A autonomia anunciada em ciclo WLTP é de 420 km, estando disponível a partir de 38.990 euros.

O BYD Tang é um SUV de sete lugares, equipado com dois motores elétricos, que desenvolvem uma potência de 380 kW (517 cv) e permitem acelerar dos 0 aos 100 km/h em 4,6 segundos. A energia é fornecida por uma bateria de 88 kWh, que oferece uma autonomia de até 400 km. O preço é de 72 575 euros.

Apontado como concorrente do Tesla Model 3, o BYD Han consiste num sedan desportivo com um acabamento interior luxuoso. Este modelo está dotado com dois motores elétricos que fornecem energia ao sistema de tração integral, desenvolvendo uma potência combinada de 380 kW (516 cv), garantindo uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em apenas 3,9 segundos. Sendo que, em termos de autonomia, a marca anuncia de até 521 km (WLTP combinado). O preço é de 72.575 euros.

Hatchback e berlina

O quarto modelo da BYD a chegar ao mercado nacional foi o Dolphin, um hatchback, com comprimento exterior de 4,29 metros, que está disponível em quatro níveis de equipamento – Active, Boost, Comfort e Design – a partir de 29 990 euros. Este modelo é proposto com bateria de 44,9 kWh ou 60,4 kWh, permitindo percorrer entre 310 km e 427 km.

A oferta foi complementada pelo Seal, uma berlina elétrica, que se encontra disponível em duas versões. A primeira é a Design, a configuração de um só motor elétrico, a enviar uma potência de 313 cv apenas para o eixo traseiro, mas, ainda assim, a garantir acelerações dos 0 aos 100 km/h em 5,9s e, principalmente, uma autonomia WLTP de 570 km.

LEIA TAMBÉM
IAA Mobility 2023. Chineses vieram à conquista da Europa

A segunda  versão do Seal é a Excellence-AWD que oferece, tal como o próprio nome deixa antever, tracção integral, graças à colocação de um motor elétrico em cada eixo, os quais, em conjunto, asseguram uma potência combinada de 530 cv, assim como uma aceleração 0-100 km/h em 3,8s e uma autonomia WLTP de 520 km.

MG

Marca originalmente britânica, nascida em 1912 com o nome de Morris Motor, mas que a bancarrota do então MG Rover Group, em 2005, haveria de levar à sua compra pelos chineses da SAIC Motor, a MG procura agora recuperar o protagonismo que já teve, em tempos, na Europa Continental.

Atualmente, a gama comercializa no mercado nacional seis modelos, incluindo quatro elétricos a bateria, um híbrido plug-in e ainda um outro com motor de combustão.

Como entrada de gama, a MG conta com o ZS 1000, modelo equipado com motor der três cilindros a gasolina com 999 cc, que desenvolve uma potência de 111 cv e 160 Nm de binário. E que, além de uma caixa manual de seis velocidades, está disponível com um único nível de equipamento (Luxury), pelo preço de 22 790 euros.

Com base no ZS foi desenvolvida uma versão elétrica, que, disponível com dois tipos de bateria, LFP de 51 kWh e iões de lítio de 72 kWh, promete não somente dois níveis de potência (156 ou 177 cv), mas também uma capacidade de carregamento entre os 6,6 e os 94 kW. E que, igualmente com dois níveis de equipamento à mistura, Comfort e Luxury, está disponível a partir de 35.990 euros.

A MG propõe ainda um SUV compacto híbrido plug-in, o EHS, que associa um motor a gasolina de quatro cilindros 1,5 litros de 162 cv e um propulsor elétrico com 122 cv, disponibilizando uma potência combinada de 258 cv. A somar a estes predicados, uma bateria de 16,6 kW a anunciar 52 km de autonomia elétrica WLTP, assim como dois níveis de equipamento, Comfort e Luxury, tudo com um preço de entrada de 39 190 euros.

Super-herói elétrico

A oferta da MG compreende ainda o MG4, um elétrico com potências entre os 170 e os 435 cv, baterias de 51, 64 e 77 kWh, além de autonomias WLTP entre os 350 e os 520 km. Modelo cuja abrangência se nota também nas versões – Standard, Comfort, Luxury, Luxury Long Range e XPower -, fazendo com que o preço comece nos 32 990 euros e só termine nos 44 000 euros.

Já como única carrinha 100% elétrica, também no mercado, a MG5, proposta mais familiar com potências entre os 156 e os 177 cv, mas também com baterias entre os 51 e os 61 kWh, a prometerem autonomias WLTP que vão dos 320 aos 400 km. Proposta com os já conhecidos dois níveis de equipamento, Comfort e Luxury, está disponível a partir de 37.790€

Finalmente e como topo da gama, o SUV que, no nome – Marvel R -, remete para o universo dos super-heróis. Embora e neste caso, afirmando-se através de uma configuração de três motores elétricos, a prometerem potências entre os 180 e os 280 cv, e um binário entre os 410 e os 665 Nm, mas também fruto de uma bateria de iões de lítio de 70 kW, a anunciar autonomias WLTP entre os 402 e os 370 km. Proposto em três versões – Comfort, Luxury e Performance -, o Marvel R tem preços a partir de 45 690 euros.

smart

A smart regressou ao mercado como marca de veículos elétricos, sob a égide conjunta da Geely e da Mercedes-Benz. Os dois parceiros partilham a gestão da marca, mas cada um tem as suas próprias responsabilidades. Assim, a Geely vai fornecer as plataformas e produzir os veículos na sua fábrica na China, enquanto a Mercedes-Benz ficou encarregue do design.

O primeiro produto é o smart #1, um crossover elétrico com um comprimento de 4,27 metros, equipado com um motor elétrico de 200 kW (272 cv), alimentado por uma bateria NCM (níquel, cobalto, manganês) com uma capacidade de 66 kWh. A autonomia anunciada é de 440 km. O motor oferece um binário de 343 Nm, transmitido às rodas traseiras. A velocidade máxima anunciada é de 180 km/h. 

O smart #1 está disponível em quatro níveis de acabamento – Pro+, Premium, Pulse e Brabus – com preços a partir de 41 950 euros.

A oferta da smart vai ser reforçada em fevereiro com o #3, um crossover coupé com 4,4 metros de comprimento, equipado com um motor de 200 kW (272 cv) e 343 Nm de binário quepermite uma velocidade máxima de 180 km (5,8 segundos para a aceleração de 0-100 km/h). A energia é fornecida por uma bateria de iões de lítio com 66 kWh de capacidade que permite uma autonomia de 455 km (435 km no caso da versão de entrada).

A gama é constituída por três versões (Pro+, Premium e Brabus), a que se junta, no lançamento, uma versão 25º aniversário com equipamento e cores específicas. O preço deverá estar alinhado com o do smart #1.