GFG Kangoroo não é carne nem peixe…

Texto: Nuno Fatela
Data: 7 Março, 2019

Apresentado no Salão de Genebra, o GFG Kangoroo procura aliar características dos superdesportivos com as dos SUV. O resultado acaba por ser algo estranho…

O Salão de Genebra é sempre palco para a revelação de alguns modelos mais estranhos. Este ano um dos pode “saltar” para essa categoria é o GFG Kangoroo. Continuando com os trocadilhos sobre este simpático marsupial, a GFG “tira da bolsa” um automóvel elétrico que procura combinar características dos superdesportivos com outras relacionadas aos SUV. Ok, é verdade que esta ideia funcionou no Urus, mas nem todos têm a honra de se chamarem Lamborghini…

Qual a ideia por trás dos atributos “mistos” deste GFG Kangoroo? Ele recorre a uma carroçaria em fibra de carbono que acomoda um grupo propulsor formado por dois motores elétricos, com potência combinada de 483cv. Tratando-se de um elétrico, não é portanto de admirar que ele consiga acelerações interessantes (0-100km/h em 3,8 segundos e máximo de 250 km/h), bem como a força necessária para aventuras fora de estrada. Nesses momentos este “animal mecânico”, que pela colocação de um motor por eixo conta com tração integral, socorre-se das adaptações da suspensão, que alteram a distância ao solo consoante o modo de condução Racing (140mm), Racing (190mm) e Off-Road (260mm).

 

Com as baterias de 90 kWh colocadas sob o piso, o que garante 450km de autonomia, o espaço interior merece nota positiva. E no habitáculo até podemos ver alguns elementos interessantes, como o volante sem topo, facilitando a visualização dos dados apresentados pelo painel de instrumentos digital e o ecrã colocado logo atrás. Além disso, existe um grande touchscreen ao centro, capaz mesmo de fazer inveja aos proprietários dos Tesla.

Isto significa que os problemas na imagem, causados pela dupla personalidade deste Kangoroo, acabam por se notar mais no exterior. Porque o modelo nem se assume totalmente como desportivo (por exemplo, o lábio dianteiro parece quase pendurado) nem como SUV, faltando-lhe as dimensões e postura com mais músculo. Além disso, as jantes de 22” também parecem destoar neste conceito, os piscas na imensa faixa LED traseira são igualmente discutíveis e a abertura das portas é, no mínimo, complicada. Mas, como habitualmente, gostos não se discutem, e pode haver quem seja defensor dos animais mecânicos e decida adotar este GFG Kangoroo…

 

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