Ford testa a linguagem visual dos veículos autónomos

Texto: Filipe Bragança
Data: 8 Fevereiro, 2019

Esta série de testes à linguagem visual dos veículos autónomos foi realizada na Alemanha em parceria com a Universidade de Tecnologia de Chemnitz.

O objectivo destas experiências é o de desenvolver um interface de comunicação, para que os veículos autónomos se integrem com sucesso, com os outros utilizadores da via. Foi criado um “falso” carro autónomo, com um condutor disfarçado no seu interior, que acciona um conjunto de luzes (desenvolvido em conjunto com os especialistas da HELLA) colocado no tejadilho. O “condutor falso” acciona a luz adequada à medida das situações que vai encontrando na estrada.

Este novo sistema que está a ser desenvolvido é composto por três luzes – branco para indicar que o carro autónomo se encontra em andamento, roxo para avisar que o carro vai arrancar e turquesa para indicar que o veiculo está parado e é possível a passagem de peões e outros condutores, em segurança. Esta última cor foi escolhida por ser mais perceptível que o branco e confundir menos os peões e ciclistas do que o vermelho.

Os dados obtidos, em conjunto com outras experiências realizadas no Estados Unidos, revelaram que 60% dos 173 inquiridos identificaram rapidamente as luzes no tejadilho como sendo representativas de um automóvel de condução autónoma. O Dr. Matthias Beggiato, do Departamento de Psicologia desta Universidade alemã sublinhou que “estabelecer contacto visual é importante, mas o nosso estudo mostrou que, antes de mais nada, os utilizadores da estrada procuram saber o que é que o veículo está a fazer. O próximo passo é tentar saber como garantir que os sinais de luz podem ser mais perfeitos e mais intuitivos para todos.”

 

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